Cidades

Teston promove cadastro coletivo de doadores de medula óssea

Ação será aberta a funcionários da empresa e população em geral; transporte será gratuito
Teston investiu na divulgação da campanha com outdoors, cartazes e um vídeo produzido com colaboradores (Foto: DIVULGAÇÃO TESTON)

A central administrativa da indústria de peças agrícolas cianortense vai receber a equipe da Unidade de Coleta de Sangue (UCT) no dia 27 de julho para uma tarde de cadastramento de doadores de medula óssea. Em 2017, a ação foi realizada com os funcionários e conseguiu 80 cadastros. Este ano, será aberta a toda a população, com transporte cedido pela empresa para quem precisar. O cadastramento será das 13 às 17 horas.

Com uma história familiar de luta contra a leucemia, os diretores iniciaram a campanha no mês passado, com o objetivo de atrair o maior número de pessoas. O cadastro é simples e só precisa ser realizado uma vez. Uma amostra de sangue é coletada para tipagem genética e um termo de consentimento precisa ser assinado.

O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) cruza os dados de doadores e pacientes e, se houver compatibilidade, entra em contato com a pessoa cadastrada para explicar os procedimentos. Por isso, é importante manter o cadastro sempre atualizado.

No Brasil, há mais de 4,6 milhões de pessoas no Redome. O Paraná é o estado que mais cadastra doadores no país; são cerca de 32 mil novos voluntários por ano, totalizando quase 500 mil. Atualmente, 850 pacientes procuram por um doador compatível no banco. A probabilidade é de um para cada 100 mil pessoas.

O transplante de medula óssea geralmente é necessário para pacientes com leucemia, anemias graves, linfomas, imunodeficiências e doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico. Quando uma pessoa precisa de transplante, a primeira opção é buscar um doador compatível na família, o que ocorre em apenas um quarto dos casos.

DOAÇÃO

Há dois métodos de doação de medula óssea: a coleta por aférese e o procedimento cirúrgico. O primeiro é mais simples e recomendado na maioria dos casos. Nele, o doador faz uso de uma medicação intravenosa por cinco dias, com o objetivo de aumentar o número de células-tronco circulantes no sangue. A doação é feita por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue, separa as células-tronco e devolve os elementos que não são necessários para o paciente. Não há internação nem anestesia.

Já o procedimento cirúrgico é feito com anestesia peridural ou geral e requer internação de 24 horas. Nesses casos, a medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. A duração é de 90 minutos, aproximadamente. Em ambos os casos, a medula óssea do doador se recompõe em 15 dias.

SERVIÇO

Para participar da doação coletiva basta ir até a Teston, que fica na rodovia PR-323, próximo ao Posto São Jorge, no dia 27, das 13 às 17 horas. Os voluntários precisam ter entre 18 e 55 anos para se cadastrar. Quem precisar de transporte pode entrar em contato com a empresa pelo telefone (44) 3351-3500.