Cidades

Simulação sugere que fragmentos de meteoro teriam caído perto de Japurá

Rede de Observação Brasileira de Meteoro também divulgou possível trajetória do fenômeno visto na madrugada do dia 13
Imagens indicam a trajetória do meteoro que assustou a população da região ao explodir no dia 13 (Foto: Observatório Nacional/Divulgação)

Uma simulação de trajetória feita pela Rede de Observação Brasileira de Meteoro (Bramon) indica que os fragmentos do meteoro que entrou na atmosfera e se desintegrou após explodir na região de Cianorte podem ter caído na zona rural de Japurá. O observatório ressaltou à reportagem da TRIBUNA DE CIANORTE que trata-se apenas de uma possibilidade, caso tenha realmente sobrado algum resquício do meteoro após sua explosão.

“Foi feita uma simulação de possível queda, mas até o momento nada foi encontrado. Dizer que isso se confirma é um erro muito grande. É uma possibilidade de ter caído algo, caso tenha sobrado algo após a explosão”, afirma Renato Poltronieri, um dos responsáveis pelo estudo.

O fenômeno aconteceu por volta das 05h30 de sexta-feira, 13. De acordo com relatos, o céu ficou totalmente iluminado e, minutos depois, foi possível ouvir um forte estrondo, que ecoou por diversas partes e pôde ser ouvido por milhares de moradores da região. Testemunhas ainda relataram que foi possível sentir um tremor em portas, janelas e móveis. Apesar do susto e da mobilização da população, principalmente nas mídias sociais, nenhuma solicitação foi feita à Central de Operações do Corpo de Bombeiros.

Através de imagens do satélite ‘Goes 16’, a Bramon divulgou também a possível trajetória do meteoro (Veja nas imagens). De acordo com Poltronieri, um fragmento de meteoro pode ser inofensivo ao planeta, mas muito perigoso se ele vier a atingir uma pessoa.

“No meu ponto de vista, eles (os fragmentos) são inofensivos para o planeta, graças à nossa atmosfera, que freia esse meteoro no atrito e ele explode. Nossa atmosfera praticamente ‘breca’ tudo. Mas, nada impede que caia um fragmento em cima de uma casa. Ele faria um estrago. Dá para se tirar uma ideia por uma chuva de granizo, o estrago que uma bolinha pequena faz mesmo caindo de baixa altitude. Já um meteoro explode a 20 quilômetros de altura, até cair no chão, ele atinge uma enorme velocidade. É perigoso, sim. Mesmo que pequenos, se atingir uma pessoa, pode ser grave”, explica.

O observatório, que realiza monitoramentos com o objetivo de produzir e fornecer dados científicos à comunidade através da análise de suas capturas possui estações em Maringá, Sarandi, Marialva e Londrina.

Créditos: 
 Observatório Nacional/Divulgação