Saúde

Sesa mantém Indianópolis em situação de alerta contra dengue

Boletim da Secretaria de Saúde divulgado ontem confirma 86 novos casos da doença no Paraná
(Foto: AEN)

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta terça-feira, 15, que Indianópolis é a única cidade da região em situação de alerta contra a dengue. A confirmação veio através do boletim epidemiológico semanal divulgado também ontem pela secretaria. Na cidade, com pouco mais de quatro mil habitantes, há seis casos registrados da doença, das seis notificações feitas desde agosto, quando o período sazonal da doença foi iniciado.

Na região da área de abrangência da 13ª Regional de Saúde com sede em Cianorte, além de Indianópolis, outras duas registram casos da doença: Cianorte (9) e Tapejara (2).

Em todo  o Paraná já são 682 casos confirmados. O aumento em relação ao informe anterior é de 14,43%, com 86 casos a mais que na semana passada. Apresentam notificações para a doença 226 municípios e 108 têm casos confirmados. O Paraná totaliza 5.972 notificações para a dengue desde julho deste ano.

Além de Indianópolis, outras 11 cidades são consideradas pela Sesa em situação de alerta contra a doença: Uniflor, Quinta do Sol, Lindoeste, Juranda, Nova Cantu, Douradina, São Carlos do Ivaí, Floraí, Flórida, Florestópolis e Uraí.

Foz do Iguaçu teve dois casos de dengue grave. Neste tipo, além dos sintomas clássicos, como febre e dores no corpo, os pacientes necessitam de maiores cuidados em leitos de observação ou internação. A dengue grave apresenta sintomas como sangramentos, palidez, sudorese, dificuldade de respirar e comprometimento de alguns órgãos.

O município de Londrina apresentou nesta semana um caso de dengue com sinais de alarme. Nesta fase, o paciente tem sintomas como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes e acúmulo de líquido no corpo, sinalizando que pode evoluir para a forma grave. Estes sintomas ocorrem, geralmente, entre o terceiro e quinto dia da doença.

Dois municípios seguem em situação de epidemia: Santa Isabel do Ivaí, com 35 casos autóctones, e Inajá, com 16 casos também autóctones – quando as pessoas contraem a doença na cidade onde moram.

O Governo do Estado pede a atenção de toda a população para dengue. “Reforçamos semanalmente, junto com o boletim, a orientação para que todos verifiquem os recipientes que acumulam água parada em seus quintais e residências”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

Ele explica que esses locais são propícios à formação de novos criadouros e, consequentemente, à proliferação do mosquito transmissor da doença. “Na próxima estação, com os dias ainda mais quentes, abafados e chuvosos, os casos de dengue podem aumentar ainda mais. Precisamos eliminar urgentemente os criadouros para evitarmos a dengue. Esta é uma missão de todos nós”, afirma Beto Preto.

No Estado, quase 80% dos criadouros estão nos imóveis residenciais e comerciais. “A mudança comportamental da população em relação à remoção dos criadouros é fundamental sempre, e mais ainda neste momento que antecede o verão e favorece o desenvolvimento do vetor”, complementa a coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte.

Os criadouros se formam em todo recipiente que acumula água parada, como pratos de vasos de plantas, lixeiras dentro e fora de casa, coletor de água e do ar-condicionado, ralos, lajes, calhas e pneus velhos, entre outros.

DENGUE

A dengue é atualmente a arbovirose mais prevalente no país. É transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e apresenta como principais sintomas febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas e vômitos e dores nos ossos e articulações.(Com informações da Agência Estadual de Notícias).