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Servidores públicos estaduais anunciam greve a partir do dia 25

No próximo dia 14, os servidores pretendem cruzar os braços em adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais
Funcionalismo reclama reajuste salarial de 4,94% referente à reposição da inflação dos últimos doze meses. (Foto: ARQUIVO/TRIBUNA )

O Fórum da Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Estado (FES/PR) aprovou greve da categoria a partir do próximo dia 25, caso até lá o governo não dê uma resposta concreta à reivindicação do funcionalismo, de reajuste salarial de 4,94% referente à reposição da inflação dos últimos doze meses. Após sete rodadas de negociação, o governo até agora não anunciou oficialmente se pretende ou não cumprir a data-base do funcionalismo estadual, que está com os salários congelados desde 2017, e acumula perdas de 17%, segundo os sindicatos.

No próximo dia 14, os servidores pretendem cruzar os braços em adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais contra a reforma da Previdência. Nessa data, o FES quer uma reunião com o governador Ratinho Júnior. “Caso os servidores não tenham resposta concreta para solucionar o impasse, a deliberação é por greve estadual a partir do dia 25 junho”, afirma a entidade, em nota divulgada ontem.

Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria qualquer aumento, alegando que o Estado já estaria no limite dos gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após o protesto do funcionalismo no último dia 29 de abril, porém, o Executivo criou uma comissão para debater o tema. Desde então a comissão se reuniu sete vezes, sem que houvesse avanço nas negociações.

A quarta-feira, 5, em audiência de prestação de contas do governo relativa ao primeiro quadrimestre de 2019, na Assembleia Legislativa, o secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia Júnior, sinalizou que dificilmente o Estado terá condições de conceder reajuste. Apesar de se esquivar de responder diretamente aos questionamentos dos deputados, Garcia Jr afirmou que a crise da economia brasileira deve se agravar no segundo semestre, e com isso não há perspectivas de que o Estado aumento sua arrecadação para pagar a reposição. “A economia brasileira vai ter uma recessão profunda no segundo semestre, crescimento zero. A economia brasileira está em processo de destruição. Isso que ninguém entendeu ainda. Eu seria irresponsável se garantisse nesse momento qualquer incremento na despesa que não estivesse previsto na programação orçamentária”, afirmou ele.