Trânsito

Sem vagas, empresário encontra dificuldades para realizar entregas

 

No início de junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), em parceria com a Associação Regional dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Cianorte (Arearc), promoveu o evento denominado Agenda Parlamentar. O encontro, na Câmara dos Vereadores de Cianorte, teve por finalidade reforçar a sugestão de implantação do estacionamento rotativo na região central e a criação de uma via perimetral para desviar o intenso fluxo na zona urbana. Tudo em vão. 

“Os dois programas de mobilidade urbana foram apresentados na edição passada da Agenda Parlamentar, realizada em setembro de 2012, quando nos reunimos com os então candidatos a prefeito. O objetivo agora é reforçar essas duas propostas aos vereadores, secretários e também ao prefeito eleito, que estarão envolvidos na elaboração do Plano Plurianual do município”, explicou na época Luiz Fabiano Calderoni, engenheiro civil e presidente da Arearc.

O empresário João de Deus Santana, da Fábrica de Barbantes Cianorte, vivencia o problema, como milhares de outros motoristas que rodam por Cianorte sem ter onde estacionar.

“Meu funcionário foi fazer uma entrega no centro da cidade. Sem área para carga e descarga, veio o guarda para aplicar a multa. Quem vai resolver o problema do empresariado que produz e tem a entrega inviabilizada?”, questiona.

Santana acredita que se fosse implantado o estacionamento rotativo, com definições para vagas de carga e descarga, além de limitar a capacidade dos veículos que rodam na área central, a situação não estaria no limite do caos atual.

O empresário, como milhares de outros cianortenses, reclama que desde o início da manhã as vagas estão tomadas pelos próprios comerciantes e funcionários das áreas centrais. “Se fosse regularizado, os motoristas que deixam seus carros estacionados durante todo o expediente comercial, naturalmente levariam seus veículos para locais menos densos. O tráfego fluiria melhor, todo mundo ganharia”, argumenta.

João Santana acredita que o fato de não haver vagas disponíveis em Cianorte estimula inclusive a evasão de capital, pois moradores das cidades do entorno e a população local sente-se desencorajada para sair de casa e não ter onde parar com seus veículos.