Saúde

Samu: assembleia irá definir início do atendimento em 85 municípios

 

No próximo dia 29 será realizada uma assembleia em Umuarama envolvendo prefeitos quando será definida a data de início do funcionamento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na região noroeste do Paraná. A previsão é para que o serviço esteja funcionando na segunda quinzena de setembro, mas para isso é necessário o compromisso dos 85 municípios com relação ao pagamento de R$ 0,50 por habitante para a manutenção do serviço. O coordenador do Samu em Umuarama, Almir de Almeida, explica que o valor do rapasse irá baixar 60 dias após o início dos atendimentos.

“O Samu tem que ter dinheiro em caixa para começar a rodar. E para o Ministério da Saúde habilitar o serviço é necessário que o mesmo já esteja funcionando e a partir daí os governos Federal e Estadual entram com uma contrapartida, diminuindo o valor do repasse dos municípios. Mas pelo menos até a habilitação do serviço, os municípios terão que arcar com esse custo”, explicou Almeida, lembrando que aproximadamente 45% das cidades estão inadimplentes, incluindo Cianorte. “Muitos municípios não colocaram esse gasto no orçamento por isso ficam inadimplentes e esse encontro no dia 29 é exatamente para os prefeitos assumirem o compromisso para que o serviço comece a funcionar”.

Após a habilitação do Ministério da Saúde, a manutenção do Samu será custeada em 50% pelo Governo Federal, 25% pelo Governo Estadual e os outros 25% pelos governos municipais. “A partir daí o valor do repasse dos municípios será menor, em torno de R$ 0,25 e R$ 0,30 por habitante”, ressaltou.

Almeida explica ainda que a central de regulação do Samu será em Umuarama. Ou seja, qualquer um dos 85 municípios que ligar para o número 192 irá cair na central. “Uma técnica de enfermagem irá pegar os dados da pessoa e repassar para o médico, que vai dar a autorização para o deslocamento da ambulância”, disse, emendando que com o serviço de atendimento de urgência e emergência o tempo de resposta ao solicitante irá diminuir.

“Hoje em dia se um infartado pede uma ambulância, a pessoa vai para o hospital de plantão e só depois é transferido para um especialista e esse trâmite pode demorar algumas horas ou até dias. Já com o Samu, seguindo o exemplo de um infartado, ele vai ser resgatado pela UTI [Unidade de Terapia Intensiva] móvel e será levado para o lugar certo para o tratamento, seja em Apucarana, Maringá, enfim, o paciente não precisará ficar se debatendo em um leito esperando arrumar vaga”, esclareceu o coordenador.

A rede de urgência da região Noroeste do Paraná é a maior de todo Estado, com mais de 1 milhão de habitantes. Em Cianorte são duas ambulâncias, sendo uma de UTI. “Na da UTI ficará disponível um médico, uma enfermeira e um motorista. Já na outra ambulância será uma auxiliar de enfermagem e um motorista”, completou Almeida.