Cotidiano

Robótica do Sesi desenvolve máquina para alimentar cães

Projeto será apresentado no dia 17, em Curitiba, no principal torneio de robótica para estudantes
(Foto: Weslle Montanher)

Imagine que alívio seria poder viajar tranquilo de que o animal de estimação teria água e ração suficientes para o período em que for ficar longe de casa, sem a necessidade de pedir favores a amigos ou familiares? A equipe de robótica do Colégio Sesi de Cianorte, no noroeste do Paraná, a 7th Connection, imaginou e criou um aparelho capaz de liberar os mantimentos para o pet com uma simples aproximação do animal ao cocho.

A máquina, construída com um motor de impressora de uma rotação 250/minuto e dispositivos em tecnologia RFID e NOD MCU, também permite ao proprietário ter informações em tempo real se o animal de fato se alimentou ou não. O aparelho permite liberar 900 mililitros de água/dia e 250 gramas de ração com uma simples aproximação do animal ao dispenser.

O projeto, desenvolvido em parceria com duas universidades locais e iniciativa privada, será apresentado no próximo dia 17, em Curitiba, na etapa estadual do First LEGO League (FLL) - o principal torneio de robótica para estudantes do ensino médio do país. Se aprovada, a máquina disputará o torneio nacional realizado anualmente em Brasília (DF).

Um dos professores coordenadores da equipe, Wesley Alanis, explica que a proposta de desenvolver o aparelho surgiu com a necessidade de uma das integrantes do grupo. “O FLL traz, todos anos, um tema para os competidores, este ano o assunto abordado foi uma tecnologia capaz de melhorar a vida comum entre animais e seres humanos. Foram inúmeras buscas até que, durante uma reunião, uma das alunas destacou que precisava viajar e não tinha com quem deixar o cachorro”.

Ainda sem nome, o projeto já expande barreiras, na avaliação do professor. “Tem tudo para se tornar um produto comercial”. Em tese, conforme o professor, o dispenser funciona da seguinte forma: durante quatro vezes ao dia, em horários programados pelo proprietário do pet, a máquina libera as 250 gramas de ração - quantidade necessária e recomendada por veterinários para a alimentação do animal.

Graças à associação do RFID/NOD MCU, toda vez que o animal chegar próximo ao cocho de ração e da água o dono recebe no celular uma mensagem: "seu animal se alimentou". Isto acontece porque o chip instalado na coleira do pet transmite à antena de radiofrequência a informação de que o animal chegou próximo ao cocho; em seguida a fonte é enviada ao dispositivo NOD, responsável por levar o dado à rede, possibilitando assim o recebimento da informação.

“Não é necessário que a máquina esteja logada em fonte de wi-fi para receber a informação no celular, uma vez que a transmissão ocorrer por meio do suporte IoT [Internet das Coisas na sigla em inglês]”, detalha Alanis, lembrando que para chegar a este resultado foram quase seis meses de trabalho.

Outro benefício do RFID no equipamento, é que, caso o proprietário não programe os horários para a liberação dos suprimentos, com a simples aproximação do animal ao cocho, o aparelho solta automaticamente a quantidade recomendada (250g) de ração. O equipamento está em fase em conclusão e ainda precisa ser testado na prática, sobretudo, se aprovado o estudo, a equipe será uma forte candidata a vencer o torneio nacional. Com isso, o colégio se tornaria referência em robótica.