Educação

Reforma do ensino médio tem gerado polêmicas e manifestações na cidade

Representantes dos 44 colégios de Cianorte e região irão discutir o projeto no próximo dia 13

Divulgação / RPC
Nesta semana, alunos foram às ruas protestar contra MP

 

A medida provisória que altera parte do atual modelo de metodologia do ensino médio em todo país tem causado dúvidas e polêmicas na comunidade escolar local. Alunos e professores contrários à proposta realizaram, no início da semana, manifestação em frente aos colégios pedindo a anulação da matéria.

Em Maringá, por exemplo, duas instituições estaduais de ensino foram ocupadas por estudantes ligados ao movimento Upes (União Paranaense de Estudantes Secundaristas). Além dessas, outros 22 colégios registraram protestos no estado.

Embora em Cianorte o Núcleo Regional de Educação descarte qualquer preocupação com uma possível ocupação de colégios públicos na cidade, o órgão que representa a Seed (Secretaria de Estado e Educação) chama atenção para a forma como a medida tem sido interpretada.

Para tanto, acontece no próximo dia 13, em todo Paraná, um encontro com representantes da classe estudantil, diretores e coordenadores de núcleos, a fim de debater e propor mudanças ao projeto conhecido como ‘novo ensino médio’.

Yolanda Cristina Oliveira, chefe do Núcleo Regional de Cianorte, explica que na reunião devem participar representantes dos 44 colégios estaduais de abrangência do órgão, e que o intuito do encontro é justamente de esclarecer dúvidas e polêmicas sobre a medida provisória.

Segundo ela, ao contrário do que parece, não existe objeção por parte do Ministério em extinguir disciplinas, tampouco transformar o ensino médio em uma escola profissionalizante.

“Precisamos debater com a comunidade escolar o texto da MP. Entende-lo na prática, e por fim tomar decisões.”

Um dos pontos que tem causado inúmeras discussões é a flexibilização do currículo, o qual permite o aluno escolher as áreas que pretende se aprofundar; seja em linguagens, matemática, ciências humanas, da natureza ou formação técnica.

Outro tema bastante discutido é o aumento da carga horária de 800 horas para 1,4 mil horas/anuais. Na avaliação de Yolanda, isto não significa que o ensino médio passará a ser integral, mas, determina que o aluno terá de cumprir atividades que complemente o ensino curricular.

“É um projeto bastante rigoroso, por isso, o Paraná propôs esta discussão com a comunidade escolar. Devemos sair com um consenso no próximo dia 13, e encaminhar nossas propostas ao Estado. Este é o primeiro passo antes de qualquer manifestação”, recomenda Yolanda.