Cidades

Recuperação emergencial da PR-323 deve começar ainda em janeiro, segundo DER

Motoristas reclamam da falta de manutenção e pedem a duplicação da via, campeã de acidentes no estado
Alguns motoristas precisam invadir a pista contrária para desviar dos buracos espalhados por toda a via (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

As más condições da rodovia PR-323 têm provocado revolta nos motoristas que utilizam a estrada frequentemente, principalmente em quem vai de Cianorte para Maringá ou vice-versa. O asfalto está desgastado pela grande quantidade de veículos que trafegam pela via diariamente e, em alguns trechos, há grandes buracos que vão aumentando com o volume de chuvas na região.

O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), abriu uma licitação para contratar uma empresa responsável pela recuperação emergencial da malha asfáltica de 61,8 km, entre Paiçandu e Cianorte.

De acordo com o órgão, a licitação ocorreu normalmente por pregão eletrônico e a obra que previa o recapeamento do trecho estava orçada em R$ 40.109.458,96. A empresa Pavia Brasil Pavimentos e Vias S.A propôs realizar os trabalhos com um orçamento de R$ 27.219.995 e foi declarada vencedora no início deste ano, como informou o Escritório Regional do DER em Maringá. 

No prazo determinado para entrar com recursos, uma das empresas que participou da licitação questionou o baixo valor proposto pela concorrente e a empresa que ofereceu a melhor proposta tem até esta sexta-feira (12) para apresentar contrarrazões. Depois, a defesa será analisada pela Procuradoria Jurídica do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e pela Direção-Geral do DER-PR e um novo período será aberto para contestações.

Por meio de nota, o DER informou que “a empresa ganhadora do pregão ocorrido em dezembro de 2017 propôs R$ 27,2 milhões, cerca de 32% abaixo do teto estipulado pelo DER: R$ 40,1 milhões. O órgão ainda analisa recursos de participantes do processo para homologar o resultado e dar início aos trabalhos”.

O Departamento também informou que “pretende começar até o fim deste mês de janeiro a recuperação emergencial de 61,8 km da PR-323 - entre o final da pista dupla, em Paiçandu, e o entroncamento da PR-082, em Cianorte”. 

DUPLICAÇÃO

O coordenador local da Comissão em prol da Duplicação da PR-323, Rubens Pereira de Carvalho, entende que o questionamento faz parte do processo licitatório, mas lamenta o entrave. “Sabemos que as empresas participantes têm o direito de contestar o pregão, mas isso atrasa ainda mais as obras, que são emergenciais. Já que a duplicação não vem, precisamos pelo menos de uma manutenção neste trecho. Há alguns anos o tempo de viagem até Maringá era de 40 minutos, hoje chega a uma hora e meia”, ressaltou.

Em entrevista à RPC TV nesta quinta-feira, em Paranavaí, o governador Beto Richa falou sobre a duplicação da rodovia PR-323. “Virou uma novela, mas está para ser concluída. Eu trato pessoalmente desse assunto porque eu admito que é um compromisso que eu fiz com todo o noroeste do estado”, afirmou.

Richa explicou que a obra seria viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), mas a Odebrecht, principal empresa do consórcio vencedor do processo, teve problemas com a justiça e foi impedida de acessar o financiamento programado para a obra. Por isso, ela não foi iniciada.

Segundo o governador, agora a obra será feita com recursos próprios, que já estão disponíveis, e não haverá pedágio para os motoristas. “Estamos adquirindo o projeto do consórcio, que já estava pronto, e assim que o tivermos vamos fazer a licitação e iniciar a obra”.