Educação

Professores protestam e fecham Núcleo de Educação em Cianorte

Segundo a APP-Sindicato, participam do protesto entre 30 e 50 professores

Professores estaduais e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) protestam na manhã desta segunda-feira (30) contra uma resolução anunciada recentemente pelo governador Beto Richa (PSDB) que trata da distribuição de aulas. Eles exigem a revogação da resolução e dizem que o texto altera os direitos dos trabalhadores.

A mobilização também é realizada em Paranavaí e Cianorte, no noroeste do estado, e em Maringá, no norte. Em Paranavaí, a APP-Sindicato informou que são cerca de 40 professores em frente as duas entradas do Núcleo Regional. Já em Cianorte, participam do protesto entre 30 e 50 professores.

Em Maringá, os manifestantes iniciaram a mobilização por volta das 6h30 e devem permanecer em frente ao núcleo até as 18h. Não há protesto em Umuarama. Os representantes do sindicato na cidade decidiram que alguns professores irão à Curitiba na quarta-feira (1°) participar da mobilização estadual.

Durante o protesto, os manifestantes pretendem fechar os 32 núcleos regionais de educação em todo o estado. Até as 11h, 29 núcleos do interior já tinham sido fechados. Neste horário, os manifestantes negociavam a interdição de três sedes em Curitiba e Região Metropolitana.

"O governo continua intransigente. Mais uma vez eles foram para a mesa de negociação para não negociar. Eles simplesmente repetiram as suas justificativas que, obviamente, são todas contrárias aquilo que nós sempre tivemos no estado por mais de trinta anos", disse a diretora de finanças do APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.

Na quinta-feira (26), os professores também ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (Seed) para protestar. Eles deixaram o local após o juiz substituto Jailton Juan Carlos Tontini, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, conceder uma liminar de reintegração de posse do prédio ao Governo do Paraná.

O governo estadual disse que com o fechamento dos núcleos, a realização da semana pedagógica poderá atrasar e, consequentemente, o retorno das aulas também.

Em nota, o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni reafirmou que o Governo do Estado "não vai revogar nenhuma das medidas adotadas para regulamentar a hora-atividade de professores e a distribuição de aulas extraordinárias na rede estadual de Educação". Veja o texto na íntegra no final na reportagem.

A administração estadual orientou os coordenadores dos núcleos fechados para façam boletim de ocorrência e encaminhem os documentos à Procuradoria Geral do Estado, para que sejam providenciados os pedidos à Justiça de liberação dos prédios.

Entenda os pedidos da categoria

Segundo o APP-Sindicato, a cada 20 aulas – cada uma com duração de 50 minutos – sete correspondem à hora-atividade. Com as mudanças, cinco seriam destinadas para atividades fora de sala de aula.

Outro ponto de discordância é em relação às aulas extras. Segundo a Casa Civil, os professores melhor classificados no plano de carreira tinham prioridade nestas aulas extraordinárias. Com a resolução, os professores que passam mais tempo nas escolas passam a ter prioridade.