Cidades

Primeira eleição com biometria é marcada por longas filas

Últimas seções foram encerradas somente às 18h50; eleitores chegaram a esperar mais de duas horas
No Colégio Itacelina Bittencourt quase todas as seções tinham fila (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A primeira votação com biometria em Cianorte gerou espera e longas filas em alguns locais no primeiro turno das Eleições Gerais de 2018. Além das dificuldades para leitura de cadastro biométrico, a demora de eleitores para votar em seis cargos contribuiu para o atraso. Algumas seções, no Jardim Aeroporto e no distrito de Vidigal, só foram encerradas às 18h50.

Mesmo com a espera, o número de eleitores ausentes ficou dentro do previsto na avaliação da Justiça Eleitoral. Das 54.862 pessoas aptas a votarem em Cianorte, 9.241 não compareceram, o que corresponde a um percentual de abstenções de 16,84%. Em todo o país, as ausências chegaram a 20%.

Segundo o chefe de cartório da Zona Eleitoral 88, Fernando Cesar Crinchev, muitas pessoas tentaram votar com o título cancelado porque não fizeram o recadastramento biométrico. “Esses eleitores também não poderão votar no segundo turno e devem procurar a Justiça Eleitoral para regularizar a situação 30 dias após as eleições”, explicou.

Das 195 urnas instaladas em Cianorte, três precisaram ser trocadas; duas por problemas de hardware e uma com a tecla travada. Os votos computados não foram perdidos. Em Jussara, duas urnas também foram substituídas. Na avaliação de Crinchev, os problemas registrados ficaram dentro da normalidade. Em todo o Paraná, 756 urnas precisaram ser trocadas durante o domingo (7).

“A expectativa para o segundo turno é que a votação seja mais rápida, já que os eleitores terão que escolher apenas o candidato para a Presidência da República”, afirmou o chefe de cartório eleitoral.

REGIÃO

Nos cinco municípios da Zona Eleitoral 149, as abstenções também seguiram a média de 14%. Em São Manoel do Paraná, foram 237 ausentes; em Jussara, 754; em Japurá, 1.027; em São Tomé, 591 e em Indianópolis, 536.

Duas cidades da região, Japurá e Indianópolis, também estenderam a votação até 18h30 em algumas seções. De acordo com a chefe de cartório, Andreia Tiyoko Teramatu, os principais problemas foram com a identificação biométrica. “A ZE 149 é composta por muitos eleitores idosos e trabalhadores de usinas, cujas digitais ficam menos nítidas com o tempo, por isso houve atrasos. Nos casos de problemas na leitura, o mesário poderia fazer quatro tentativas e validar o voto pela documentação do eleitor com a própria biometria ou do presidente da seção”, disse.