Cidades

Preço do gás volta a subir e aumento acumulado chega a 68% em 2017

Botijão de 13 kg chega a custar R$ 70; no início do ano consumidores pagavam, em média, R$ 50
Esta é a sexta alta consecutiva do gás de cozinha desde agosto; até agora, a maior delas foi em outubro, quando os preços subiram 12,9% (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

No início da semana, a Petrobras anunciou mais um aumento no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg. Este já é o sexto aumento consecutivo do ano e desta vez a alta será de 8,9%, em média. O reajuste passou a valer a partir desta terça-feira (5). Desde agosto, quando a Petrobras iniciou o ciclo de alta, o preço do gás de cozinha já aumentou 68,8%. O chamado gás industrial também teve mais um reajuste, desta vez de 5,3%. O novo preço passou a valer a partir de sábado (2). No acumulado do ano, os aumentos chegam a 34,2%.

De acordo com a estatal, os novos reajustes foram motivados pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais. A Petrobras também informou que os reflexos no preço final ao consumidor vão depender de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores.

Desde 2003, a empresa pratica dois preços para o gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha): um para os botijões menores e outro para grandes vasilhames. A diferença tinha como objetivo preservar os consumidores mais pobres, para os quais o botijão de gás tem grande peso no orçamento familiar. Em junho, a Petrobras instituiu nova política de preços para o produto, que considera as cotações internacionais, a taxa de câmbio e a margem de lucro. No caso do produto vendido para o mercado industrial, a conta inclui ainda o custo de importação.

Desde então, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) passou a ser revisado todos os meses. O último reajuste feito pela Petrobras aos preços cobrados das distribuidoras ocorreu há cerca de um mês.

Carlos Alberto Camacho, empresário de uma distribuidora de gás de Cianorte, explica que o repasse de preços ao consumidor final é inevitável. “O que nós temos feito é vender o estoque com o preço antigo até acabar e só depois de receber os botijões com o reajuste é que repassamos. Mas com tudo aumentando - gás, combustível - fica impossível segurar os preços. E como a Petrobras é nossa única fonte não temos opção a não ser acatar esses aumentos”, afirma. (Com informações Folha de S. Paulo, G1 e Sinegás)

PREÇOS LOCAIS

Em Cianorte, algumas distribuidoras ainda não repassaram o reajuste do gás de cozinha aos consumidores e o preço do botijão de 13 kg varia entre R$ 65 e R$ 70. Os supermercados seguem a mesma faixa de preço. Em alguns estabelecimentos é possível conseguir descontos de acordo com a localidade de entrega.