Polícia

Policiais são presos por suspeita de envolvimento em quadrilha

Grupo especializado em furtos a bancos e postos de combustíveis agia em Cianorte e região; comando vinha de Santa Catarina
Celulares, dinheiro e objetos de procedência duvidosa também foram apreendidos (Foto: DIVULGAÇÃO 5ª CIPM)

Uma operação desencadeada pelo Ministério Público (MP), na manhã de ontem (11), cumpriu 13 mandados de prisão, sendo sete na região Noroeste e seis em Santa Catarina. Um investigador da Polícia Civil e dois policiais militares, um de Peabiru e um da reserva de Araruna, foram detidos suspeitos de envolvimento na quadrilha, especializada em furtos a bancos e postos de combustíveis.

Na região de Cianorte, a polícia apreendeu uma espingarda de pressão e 12 cartuchos de munições calibre 36, além de peças de roupas sem nota fiscal, dinheiro e objetos de procedência duvidosa. Três homens, de 33, 36 e 50 anos, foram encaminhados para a Delegacia de Peabiru. Um indivíduo de 28 anos, morador de São Manoel do Paraná, foi trazido para a 21ª Subdivisão Policial de Cianorte.

Os celulares de todos os envolvidos também foram apreendidos e encaminhados ao MP para auxiliar no andamento das investigações.

INVESTIGAÇÕES

A Promotoria de Justiça da Comarca de Peabiru e a Polícia Militar do Paraná começaram a investigar o caso em 2017, a partir de um furto a um posto de combustíveis em Araruna. Em entrevista ao jornal Tribuna do Interior, de Campo Mourão, o promotor de Justiça de Peabiru, Erinton Dalmaso, explicou que “a maioria dos delitos foram praticados na região de Peabiru e Cianorte”.

De acordo com as investigações, o policial civil fazia com que os crimes não fossem apurados e os demais policiais repassavam informações privilegiadas ao grupo. O Ministério Público descobriu que a quadrilha era dividida em dois núcleos que atuavam em Santa Catarina e na região. Conforme Dalmaso, o líder da organização morava em Santa Catarina e de lá repassava ordens para a realização dos furtos em cidades do Noroeste paranaense.

Segundo o MP, a quadrilha geralmente invadia agências bancárias, postos de combustíveis, casas lotéricas e outras empresas pelo banheiro dos estabelecimentos. Os criminosos posicionavam guarda-sóis em frente às câmeras de monitoramento e depois transitavam pelos locais sem serem reconhecidos.

Ao longo das investigações integrantes do grupo foram acompanhados e houve interceptação de ligações telefônicas. Os suspeitos devem responder pelos crimes de furto qualificado e organização criminosa. Os policiais presos foram levados para a Corregedoria da Polícia para Curitiba.

Em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem, o tenente Igor Dorneles, do 11° Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Campo Mourão, explicou que “por enquanto os policiais detidos ficam à disposição da justiça e podem responder por procedimentos administrativos internos posteriormente, de acordo com a conclusão das investigações do MP”. (Com Tribuna do Interior)