Polícia

Polícia Civil alerta sobre possível golpe em Cianorte

Algumas pessoas estão na cidade pedindo ajuda financeira para cursar uma graduação
O alerta é para que a população entre em contato com a polícia caso seja abordada pelos suspeitos (Foto: DIVULGAÇÃO)

O delegado Marino Marcelo de Oliveira concedeu uma entrevista à Tribuna nesta sexta-feira com o objetivo de alertar a população cianortense sobre um possível golpe que está sendo aplicado na cidade. Segundo ele, a prática envolve uma abordagem apelativa e característica de estelionatários.

A investigação da Polícia Civil local começou quando *Antônio foi até a 21ª Subdivisão Policial para registrar um Boletim de Ocorrência. O empresário relatou que recebeu uma mulher em seu estabelecimento, no início da semana, que se apresentava como Marta e dizia estar à procura de ajuda financeira para cursar uma faculdade.

Ainda segundo Antônio, Marta se dizia representante de uma distribuidora de livros, que estaria dando oportunidade a ex-moradores de rua e ex-usuários de drogas. A proposta era ajudá-la a pagar a faculdade com a quantia de R$ 460, que poderia ser parcelada em seis vezes, e receber livros de brinde. De acordo com o depoimento de Antônio, a mulher dizia buscar a ajuda de 10 pessoas para conseguir pagar o curso.

Quando o empresário fez alguns questionamentos sobre a distribuidora de livros a mulher sentiu-se incomodada e chamou seu “supervisor”. A história foi confirmada por ele, que apresentou um recibo em nome da empresa, com endereço de Sergipe e CNPJ.

O empresário prometeu pensar na proposta e pediu que retornassem no final da semana, o que não aconteceu.

Diante dos fatos relatados, o delegado Marino, que está em Cianorte temporariamente cobrindo as férias do delegado Ítalo Cesar Sega, iniciou um processo de investigação e constatou “praticamente a certeza de um golpe”.

De acordo com o delegado, a empresa é uma residência localizada em Sergipe. “Entramos em contato por telefone mas não nos foi passada nenhuma informação sobre distribuidora de livros.”

Segundo ele, alguns indicativos demonstram que a ação pode se tratar de uma quadrilha especializada que age sob chantagem emocional das vítimas, induzindo-as ao erro. “A abordagem é típica de casos em que há chantagem emocional. Quando a vítima desconfiou que havia algo errado e começou a solicitar mais informações houve a hesitação e além disso, essas pessoas não retornaram ao estabelecimento. Se fosse algo legal elas retornariam para pedir a ajuda”, explicou.

A vítima também pesquisou sobre a distribuidora de livros e encontrou matérias jornalísticas que informam sobre o mesmo tipo de golpe em outras regiões do país.

O delegado pede para que a população entre em contato com a polícia imediatamente se passar por uma situação parecida, para que haja fiscalização e abordagem dos suspeitos. Os números são 190, 197 e 3631-5252.

*Antônio é um nome fictício utilizado para preservar a identidade da vítima.