Cotidiano

Piloto do avião da Chapecoense tinha mandado de prisão

Natural de Cobija, o boliviano Quiroga - que era um dos sócios da LaMia - tinha 36 anos

 

Reprodução Facebook
Miguel Quiroga, piloto do avião da LaMia

Miguel Quiroga, piloto do avião da LaMia que transportava a delegação da Chapecoense e uma das 71 vítimas da tragédia, tinha um mandado de prisão por ter desertado da Força Aérea, disse, nesta segunda-feira, o ministro boliviano da Defesa, Reymi Ferreira.

O ministro explicou que os pilotos militares assumem compromisso de, após formados, não se retirarem da Força Aérea até cumprirem com os anos de serviço militar previstos. Ele evitou a prisão com recursos na Justiça.

Domingo, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, a viúva de Quiroga, Daniela Pinto, disse ter certeza de que o marido fez de tudo para evitar a tragédia:

- Eu entendo a dor de todas as pessoas, mas meu marido nunca colocaria por vontade própria a vida e a de outras pessoas em risco. Meu marido era um homem responsável, que amava o que fazia. Ele não era uma pessoa má. Não era um assassino - disse.

Natural de Cobija, o boliviano Quiroga - que era um dos sócios da LaMia - tinha 36 anos. O avião pilotado por Quiroga levava a delegação da Chapecoense para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, em Medellín, e caiu na madrugada da terça-feira passada após sofrer uma pane seca.

Na segunda-feira, a Conmebol declarou oficialmente a Chapecoense como campeã da Copa Sul-Americana.