Cidades

Pesquisa de preços pode render economia de até R$ 100 em material escolar

O orçamento de uma mesma lista de materiais pode variar até 60% no comércio local
Antes de comprar os materiais necessários, o ideal é pesquisar os preços em diferentes lojas (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Para quem tem filhos, a compra de materiais escolares é um dos maiores gastos do início do ano, além das despesas com férias e viagens e impostos anuais. Em Cianorte, o comércio já registra um crescimento no fluxo de consumidores em busca dos itens. Mas para garantir que a despesa não comprometa o orçamento da família o ideal é pesquisar os preços e reaproveitar alguns produtos do ano anterior.

Uma pesquisa informal realizada pela reportagem da Tribuna constatou que a variação de um mesmo item no mesmo estabelecimento pode chegar a R$ 70. Um estojo, por exemplo, pode ser adquirido por R$ 3,99 ou R$ 73,90, dependendo da marca. Outros itens que apresentam bastante variação são a mochila, que pode custar R$ 19,99 ou passar de R$ 400, e o caderno de 10 matérias, que varia de R$ 8,99 a R$ 59,99.

Entre as lojas, a diferença de preços também é grande. Uma caixa de lápis de cor com 12 cores da mesma marca pode ser encontrada por R$ 11,99 e R$ 26,70. A mesma mochila de costas custa R$ 19,99 em um estabelecimento e R$ 29,99 em outro.

Por isso, o Procon orienta os consumidores a pesquisarem os preços antes de comprar e dispensar itens de uso coletivo, que não podem ser solicitados pelas escolas. “Os pais são responsáveis apenas por materiais que serão utilizados pelos alunos com finalidade pedagógica. Itens de uso coletivo e de higiene não podem constar nas listas de materiais. Além disso, as instituições de ensino também não podem especificar marcas, pois os consumidores têm o direito de escolha”, alerta Aline Feroldi Mota, coordenadora do órgão de defesa do consumidor local.

O levantamento realizado pela Tribuna comprovou que uma uma mesma lista de materiais pode custar R$ 60 ou R$ 140, dependendo do comércio e das marcas escolhidas pelo cliente.

De acordo com o gerente de vendas de uma loja de variedades, Agnaldo Toniolo, os clientes estão atentos aos preços e procurando economizar em itens que podem ser reaproveitados, como mochila e estojo. “O movimento está sendo bom por enquanto. Percebemos que o pessoal está comprando mais do que no ano passado, mas também economizando bastante”, afirmou. Para atrair os consumidores, o gerente acompanha os preços de outros estabelecimentos e tenta fazer promoções de produtos que restaram do ano passado.

A diferença entre as listas de materiais solicitadas pelas escolas de Cianorte também é grande. Para o 1° ano do ensino fundamental, por exemplo, uma instituição de ensino privada chega a listar 71 itens, enquanto uma escola municipal solicita apenas 29.

DIREITOS

Os consumidores que se sentirem lesados na compra de materiais escolares por instituições de ensino ou lojas podem procurar o Procon de Cianorte. O endereço é avenida Brasil, 213 e o horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13h30 às 17h30. O telefone para contato é o 3637-2840.

DICAS

Educadores financeiros orientam pais e responsáveis a adotarem algumas medidas simples que podem ajudar a economizar: planeje a compra e poupe dinheiro durante o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos; antes ir às compras, analise itens do ano passado e selecione tudo o que pode ser usado novamente; no caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível; outra dica interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas; no dia das compras, não leve a criança ou converse com ela sobre o orçamento, para evitar gastar mais do que o planejado.

Variação passa de 1.000% em Maringá

Um levantamento do Procon apontou variação de até 1.400% nos preços de materiais escolares em Maringá. A média de diferença de todos os itens foi de 101,8%. Foram avaliados os preços de 76 produtos em 10 estabelecimentos comerciais da cidade. O produto com maior diferença é o dicionário de língua portuguesa, que foi encontrado por R$ 5,50 e por R$ 56. O giz de cera, na embalagem com 12 unidades, apresentou variação de mais de 900%, sendo encontrado com preços que vão de R$ 1,68 até R$ 16,90.