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Peregrinos relatam participação na Jornada Mundial da Juventude

 

De acordo com os cianortenses que participaram da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) o evento foi inesquecível e além da fé, exigiu esforço físico. Um grupo com 72 e outro com 30 peregrinos viajou ao Rio. Na bagagem de volta,  a renovação da fé e espírito de solidariedade.

Foram mais de 10km a pé, pelo aterro do Flamengo, até a orla de Copacabana, numa multidão que em 8 horas de caminhada, não se findava. Encontraram o Exército, a Marinha, policiais Civis e Militares nas ruas, para garantir que nada saísse do controle. “Não presenciei nenhum ato de briga, violência, discussão, mas sim, olhos chorando muito, mas de emoção ao ouvir as santas palavras do Papa”, declarou o peregrino Marcelo Zuin.

Oficialmente foram 3,7 milhões de pessoas participantes da JMJ, com impacto econômico de 1,8 bilhões de reais desembolsados pelos peregrinos, através de transporte, alimentação, turismo e compras.

“A JMJ marcou uma nova era pra Igreja Católica, para a juventude católica e mostrou ao mundo o jeito latino de ser cristão, semeando a educação, esperança, alegria contagiante, comprometimento, respeito, unidade. Acredito que acontecerá uma grande transformação nos católicos, que ouvirão o apelo do Santo Padre ao conclamar ‘Ide e Evangelizai em todas as nações", declarou  Zuin.

Além disso, segundo Marcelo, marcou muito a acolhida, o respeito e a alegria entre os peregrinos de diversas nacionalidades e a ajuda na hora das necessidades principais. “Dormimos na areia da praia de Copacabana apenas com as roupas do corpo, e aqueles que levaram cobertores, dividiram com quem não tinha, isso tocou profundamente, isso mostrou como deve se comportar o verdadeiro cristão: olhar pra fora de si mesmo”, resumiu. A mesma opinião tem Priscila Caobianco ao afirmar que “As dificuldades eram muitas e não era só para mim, só para nosso grupo, eram para milhares de pessoas e mesmo assim uma ajudava a outra no que podia.”

Para Fernando Lopes, a JMJ foi além das expectativas. “Assim como eu, muitos de nós vamos carregar essa experiência de fé pelos lugares onde passarmos. A juventude é uma grande ferramenta na construção de uma Igreja e de uma sociedade melhor”. Carla Tencatti resume a experiência como algo único. “O mais legal foi a demonstração de fé, pois em todos os lugares no trem, metrô, ônibus via-se jovens cantando rezando. Enfim a Juventude mostrou sua cara.”

“O Papa Francisco nos ensinou que o mais importante é o amor ao próximo, que deve ser vivido no dia-a-dia, não somente entre as quatro paredes de uma paróquia, mas onde quer que esteja um Cristão. O Ser é muito mais importante que o ter. É na simplicidade que se encontra o verdadeiro Amor ensinado e vivido pelo Nosso Senhor Jesus Cristo”, concluiu Cleonice dos Santos.