Saúde

Paraná já registrou mais de 920 acidentes com escorpiões em 2017

Jussara é a cidade mais crítica da região noroeste, com 31 casos registrados neste ano
A picada do escorpião é parecida com a de uma vespa ou abelha e geralmente ocorre nos membros superiores (Foto: DIVULGAÇÃO )

Um boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira apresentou dados preliminares atualizados de acidentes com escorpiões no Paraná, de janeiro a setembro. Até agora já foram computados 924 casos. No mesmo período de 2016, o estado registrou 990 ocorrências. No ano passado todo, foram mais de 14 mil acidentes com animais peçonhentos no Paraná, sendo que as picadas de escorpiões somaram 1.738 casos.

Em Cianorte, cinco ocorrências foram registradas até agora e uma delas levou ao óbito de uma criança. Jussara é o município mais crítico da 13ª Regional de Saúde de Cianorte, responsável por 31 dos 39 casos computados nas 11 cidades da região, sendo que um deles também provocou uma morte de criança. A cidade com o maior número de casos no estado é Ponta Grossa, com 71. A 1ª RS de Paranaguá, que abrange as cidades de Paranaguá, Guaraqueçaba e Pontal do Paraná, é a única que ainda não registrou acidentes com esses animais em 2017.

Apesar da preocupação dos paranaenses, principalmente dos moradores da região noroeste, que somou duas mortes nos últimos 30 dias, os números continuam na média dos anos anteriores. O escorpião amarelo, de nome científico Tityus serrulatus, é um dos mais perigosos e se disseminou por diversas regiões do estado.

Nesta terça-feira, a Tribuna publicou uma matéria com diversas medidas para evitar a presença de escorpiões. Mas, também é importante estar atento aos sintomas provocados por uma picada do inseto e às orientações sobre o que fazer em casos de acidentes.

Em 90% dos atendimentos, não há necessidade de aplicação do antídoto, mas se uma pessoa for picada deve ser levada a uma unidade de saúde imediatamente, para que um médico possa avaliar quais são as medidas necessárias. Em Cianorte, o soro antiescorpiônico, que inibe a ação do veneno, está armazenado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Hospital São Paulo e na sede da 13ª Regional de Saúde.

De acordo com a Sesa, os antivenenos estão disponíveis na rede de saúde do estado através das 22 regionais. Ao todo, existem 212 centros de referência para aplicação dos soros no Paraná. O Governo do Estado também mantém em Curitiba o Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná (CCE), para orientar a população e os profissionais de saúde sobre os encaminhamentos necessários, em casos de acidentes. O serviço tem atendimento 24 horas pelo telefone 0800 410 148.

Segundo a chefe da Divisão de Vigilância em Zoonoses e Intoxicações, Tânia Portella Costa, “a agilidade em administrar o soro antiveneno em acidentes com peçonhentos pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A orientação fornecida por telefone pode auxiliar na identificação da gravidade do caso e indicar o melhor encaminhamento”.

O QUE FAZER

Em casos de acidentes, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão, colocar gelo e procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente, levando animal capturado se possível. Em Cianorte, as referências para atendimento são a UPA e o Hospital São Paulo, em casos pediátricos. Quem mora na região pode procurar a Santa Casa, ou o Hospital São Paulo. Quem não puder se deslocar para o atendimento também pode ligar para o Samu pelo 192. Crianças de até 12 anos de idade e idosos com mais de 65 anos merecem atenção redobrada e precisam ser atendidos com maior urgência, pois são mais suscetíveis ao veneno.

Em casos moderados e graves, o tratamento consiste em aplicação de analgésicos, uso de soros antiaracnídeos e antiescorpiônico, e ainda internamento e acompanhamento em UTI.

SINTOMAS

Nem sempre o local da picada é visível, por isso é importante estar atento a detalhes, como: dor local, ardor ou queimação, dormência, coceira ou ainda um aumento de dor até a raiz do membro que pode ter sido picado, diminuição ou aumento da temperatura corporal, náuseas, vômitos, arritmias cardíacas, problemas respiratórios, agitação e sonolência ou confusão mental. (Com informações da Gazeta do Povo, Sesa, 13ª Regional de Saúde de Cianorte e Assessoria PMC)