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Paraná bate recorde de pessoas morando sozinhas

(Foto: DIVULGAÇÃO )

A única vantagem da solidão, escreveu o poeta e compositor pernambucano Antônio Maria, é poder entrar no banheiro e deixar a porta aberta. Mas para muitas pessoas, essa liberdade solitária parece ser algo fundamental, o que se comprova pela crescente do número de domicílios unipessoais (com apenas um morador) no Paraná.

Em 2018, havia no estado 577 mil pessoas vivendo sozinhas, número que desde 2012 cresceu 29% — naquele ano, haviam 446 mil pessoas em domicílios unipessoais no Estado. Por outro lado, os domicílios nucleares (constituídos por um casal, um casal com filho ou enteado, ou ainda um casal que more com a mãe, pai ou irmã(o) do responsável pelo imóvel) tiveram alta de apenas 8,68% no período, passando de 2,56 milhões para 2,78 milhões.

Assim, se em 2012 cerca de 71,6% das residências no Paraná eram consideradas nucleares, hoje o percentual está em 70,1%. Por outro lado, os domicílios unipessoais, nesse mesmo período, passaram de 12,5% para 14,5% — e já são mais comuns do que os domicílios estendidos (13,8%), que é quando a pessoa responsável pelo imóvel mora com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadre em um dos tipos descritos como nuclear (quando mora com um tio ou um primo, por exemplo).

Os dados constam do módulo Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018, divulgado esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E outra revelação que o estudo traz é que cresceu o número de pessoas que pagam aluguel para ter onde morar.

Em 2017, eram 695 mil domicílios alugados no Paraná; em 2018, subiu para 729 mil. Ademais, os imóveis cedidos também tiveram alta, passando de 309 mil para 351 mil. Na contramão disso, o número de residências próprias (que pertencem a algum dos moradores) teve ligeira queda, passando de 2,882 milhões para 2,881 milhões. Dessa forma, temos que, no ano passado, 2,04 milhões de paranaenses viviam em imóveis alugados, outros 968 mil em imóveis cedidos e 8,3 milhões em imóveis próprios.