Cidades

Operação encontra indícios de irregularidades em 11 dos 12 postos fiscalizados em Cianorte

Ação conjunta de vários órgãos e liderada pelo Ministério Público durou três dias
Força-tarefa liderada pelo Ministério Público fiscalizou 12 postos em Cianorte na semana passada. (Foto: COLABORAÇÃO )

A força-tarefa organizada para fiscalizar postos de combustíveis de Cianorte encontrou indícios de irregularidades em 11 dos 12 estabelecimentos fiscalizados pela operação promovida durante três dias da semana passa em Cianorte. Entre os dias 25 e 27 do mês passado, uma força-tarefa formada por fiscais, técnicos e agentes do Procon, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Receita Estadual, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Polícia Militar, e Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil e liderados pelo Ministério Público Estadual (MP-PR) visitaram 12 dos 24 postos de combustíveis da cidade.

O balanço parcial da fiscalização foi divulgado nesta terça-feira, 2, pelo Ministério Público, mas as amostras de combustíveis recolhidas durante a operação ainda estão sendo processadas nos laboratórios da ANP que deve divulgar o resultado dos laudos em 15 dias. Conforma o MP, em um dos postos vistoriados, uma das bombas de dieses foi lacrada por haver irregularidades constatas na litragem do combustível. Conforme a ANP, o equipamento só poderá ser liberado após a regularização do equipamento e da consequente analise e aprovação da agência.

Apesar do Ministério Público não dar detalhes sobre as possíveis irregularidades encontradas nos 11 postos, a reportagem conseguiu apurar com fontes de vários órgãos envolvidos na fiscalização que há indícios de formação de cartel com o objetivo de manipular os preços dos combustíveis e até de sonegação fiscal. As denúncias de adulteração nos combustíveis só serão comprovadas ou descartadas após a ANP divulgar os laudos periciais feitos a partir das amostras recolhidas na semana passada.

Segundo o que a reportagem conseguiu apurar, as investigações sobre sonegação e formação de cartel são sigilosas, mas alguns dos estabelecimentos fiscalizados já vinham sendo monitorados pela Divisão de Combate à Corrupção, sediada em Maringá. A reportagem tentou contato com o departamento, mas não houve retorno.

A apuração também descobriu que essa foi apenas a primeira etapa da operação. O objetivo da força-tarefa é fiscalizar todos os 24 postos de combustível da cidade. Não há prazo para que o trabalho seja concluído.

Se forem comprovadas as irregularidades, os postos podem ser multados e até ter as licenças de operação canceladas pelos órgãos fiscalizadores.