Cotidiano

ONG Ensina-me a viver comemora dois anos

As participantes puderam interagir e conhecer melhor umas às outras (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Mais de 60 mulheres se reuniram, na noite de quinta-feira (8), para festejar o aniversário de dois anos da ONG Ensina-me a Viver e o dia delas. Algumas foram acompanhados dos familiares para trocar experiências e conhecer novas integrantes. Elas participaram de dinâmicas com a psicóloga Camila Ventura e cantaram parabéns para a ONG. O evento ainda contou com uma apresentação de dança da academia D’MJO e sorteio de prêmios.

De acordo com a presidente da ONG, Iraci de Sarges, o objetivo é apoiar as pacientes que já passaram pelo câncer ou estão em tratamento em todos os aspectos. “Eu comecei o trabalho na ONG há dois anos, quando ainda estava tratando um câncer de mama, e desde então o número de participantes vem crescendo a cada dia. Hoje temos cerca de 70 pessoas nas reuniões”, explicou.

No evento, os pacientes também receberam almofadas em formato de coração. As peças são usadas debaixo do braço como apoio depois da cirurgia de retirada de mama. Ao longo dos dois anos de trabalho, a ONG promoveu ações sociais e auxiliou cianortenses que passaram pela doença. Segundo Iraci, como o número de participantes cresceu muito a ideia é fazer reuniões mensais para trocar experiências e aprimorar o apoio dado aos pacientes e também aos familiares.

Atualmente, a diretoria da ONG é formada por Iraci de Sarges, Silvana Segantini, Dyana Sanches, Mônica Francielle Albieri, Thais Almeida e Camila Ventura. Além disso, a ONG conta com o apoio de diversos colaboradores e entidades locais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Cianorte.

AGENDA

Nos próximos dias 15, 16 e 17 de março, a ONG fará um bazar solidário com produtos de cama, mesa e banho da MMartan. O evento será na Loja Maçônica e parte da renda arrecadada será destinada ao custeio dos trabalhos da ONG.

RELATO

Anny Gabrieli dos Santos Tercero, de apenas 20 anos, descobriu um nódulo no seio em 2016 e desde então vem lutando para conseguir marcar a cirurgia de retirada, já indicada pelo médico. Segundo ela, o medo e a dor são constantes e a fila de espera anda devagar.

“Eu comecei a sentir uma dor muito forte no seio direito há dois anos. Fui no postinho e pelo exame de toque a enfermeira sentiu o nódulo. De lá para cá já passei por várias consultas e ultrassons, que confirmaram o nódulo e a necessidade da cirurgia, mas até agora não consegui marcar uma data”, contou.

Nesse meio tempo, as dores se agravaram e Anny descobriu mais um nódulo no seio direito e está com suspeita de outro no seio esquerdo. Desde dezembro ela está na fila de espera para uma consulta para levar os exames necessários para marcar a cirurgia. “Eu tenho o apoio do meu namorado e da minha avó e sei que não é nada grave porque o médico já me disse que os nódulos não são malignos, mas eu fico me perguntando porque isto está acontecendo comigo. É muito difícil.”

Anny já conhecia Iraci desde criança e assim que ficou sabendo do nódulo fez contato com a presidente da ONG para tirar dúvidas e buscar apoio. Enquanto espera pela cirurgia ela acompanha os trabalhos da ONG e conhece mulheres que superaram o câncer.