Saúde

Número de gestantes diagnosticadas com HIV em Cianorte sobe em 2017

Até outubro, cinco gestantes apresentaram a doença; em 2016 nenhum caso foi detectado
Os testes rápidos podem diagnosticar HIV, sífilis e hepatites B e C; profissionais da região estão capacitados a utilizá-los nas UBSs (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

O crescimento do número de pessoas que são diagnosticadas com HIV por ano no Brasil tem preocupado órgãos de saúde de todo o país. Um recente levantamento do Ministério da Saúde aponta que o número de pessoas diagnosticadas com a doença aumentou 18% de 2012 a 2016. Na 13ª Regional de Saúde (RS) de Cianorte, 127 pessoas estão em tratamento desde 2015; 41 delas foram diagnosticadas este ano. No grupo das gestantes, a RS registrou um caso em 2015, nenhum no ano passado e cinco em 2017.

De acordo com a coordenadora regional de doenças transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da Regional, Jéssica Yumi, “as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão sendo banalizadas pela população, principalmente pelos mais jovens, por causa do tratamento acessível. Percebemos que os pacientes não se preocupam mais com a prevenção”.

Em todo o país o aumento no número de portadores do vírus também ocorre porque as pessoas estão procurando mais o diagnóstico, situação que se repete no âmbito local. Em Cianorte, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) oferece testes rápidos para DSTs, aconselhamento sobre doenças, bem como a distribuição de preservativos e orientações sobre o uso a população local e da região. Quando diagnosticado, o paciente é encaminhado a uma consulta especializada no Consórcio Intermunicipal de Saúde Centro Noroeste do Paraná (Ciscenop), que também oferece o tratamento adequado.

ESTATÍSTICAS

Segundo os dados apresentados no Relatório de Monitoramento Clínico do HIV do Ministério da Saúde, em 2016 aproximadamente 830 mil pessoas viviam com HIV no país; dessas, 694 mil (84%) diagnosticadas; 655 mil (79%) vinculadas a algum serviço de saúde; e 56 mil (68%) retidas nos serviços.

A proporção de pessoas vivendo com HIV diagnosticadas aumentou em 18%, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Nos primeiros seis meses de 2017, o relatório aponta que quase 35 mil pessoas iniciaram terapia antirretroviral (TARV).

No primeiro semestre de 2017, até 30 junho, o número de pessoas em terapia somava mais de 517 mil. De acordo com os resultados monitorados até o momento, estima-se que até o final do ano cerca de 550 mil estarão em tratamento, indicando um incremento de mais de 10% nesse número até o final do ano, ultrapassando o crescimento observado entre 2015- 2016.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a incorporar, a partir de janeiro de 2017, o medicamento Dolutegravir, que é considerado atualmente o melhor medicamento para tratamento do HIV. Dados mais atuais, até 31 de outubro 2017, revelam que 68 mil PVHIV já estão em uso de Dolutegravir no país.

Outro desafio a ser enfrentado refere-se a adesão à terapia antirretroviral. Os dados indicam que 70% das pessoas vivendo com HIV – com pelo menos uma dispensa de medicamentos em 2016 - apresentavam adesão suficiente. Porém a taxa de abandono ou interrupção do tratamento de 9% se mantém praticamente constante desde 2013.

A 13ª Regional de Saúde também oferece preservativos masculinos e femininos gratuitos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no CTA e no Ciscenop. Além disso, frequentemente organiza campanhas, geridas pela Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. (Com Agência Saúde)