Educação

NRE de Cianorte incentiva escolas sobre conscientização sobre Down e Autismo

Proposta é que as escolas se mobilizem e realizem ações referentes aos dias de conscientização
Os professores também podem entrar em contado com o NRE para a sugestão de materiais de trabalho. (Foto: Jaqueline Andriolli / Tribuna de Cianorte)

No dia 21 de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down e 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cianorte convida todas as escolas da cidade a realizarem atividades de conscientização e contra o preconceito.

São 33 escolas estaduais, 12 Secretarias Municipais de Educação e dez escolas de educação básica, convidadas a participarem das atividades. O objetivo principal da tarefa é sensibilizar e desconstruir preconceitos, por meio do conteúdo curricular da Síndrome de Down e do Autismo. Cada escola pode planejar e executar ações pedagógicas de conscientização.

Para o chefe do NRE de Cianorte, Carlos Roberto Destefano, campanhas assim precisam ser divulgadas por que poucas pessoas se empenham na causa. “O Brasil é atrasado nas campanhas que promovem a luta contra o preconceito, as crianças com a síndrome e com autismo precisam de acompanhamento específico, mas devem estar nas escolas”, afirma o chefe do Núcleo.

No Colégio Igléa Grollmann as ações são realizadas há sete anos. Neste ano, são cinco alunos matriculados com diagnóstico fechado de Autismo e três em processo de avaliação. Em 2018, eram sete alunos diagnosticados apenas no colégio.

A coordenadora da equipe pedagógica do NRE e professora da educação especial, Ana Floripes Berbert, afirma que nos últimos anos, o número de estudantes com diagnóstico de Autismo aumentou muito. Segundo ela, eles estão em praticamente em todas as escolas e por isso a importância da conscientização. “É preciso minimizar o preconceito por meio do conhecimento científico e sensibilizar a comunidade escolar, porque sem um trabalho efetivo, esses alunos são alvo de bullying e, consequentemente, ocorre um aumento do sofrimento psíquico”, orienta a coordenadora.

Para liderar as tarefas o NRE indica profissionais que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Na educação profissional, pedagogos, professores e psicólogos também podem orientar as ações. As escolas também podem fazer parcerias com as escolas de Educação Especial, psicólogos, psiquiatras e terapeutas do CAPS e CAPSi.

Cianorte também possui a Associação dos Autistas que pode ajudar na programação de atividades. A escolas podem entrar no site do Colégio Igléa Grollmann (www.colegioiglea.com.br/) ou procurar o NRE para buscar sugestões de atividades. “As escolas unidas poderão ajudar nessa respeitável causa”, afirma a Coordenadora Ana Floripes.

Dia Internacional da Síndrome de Dow

Com o tema “Não deixa ninguém para trás” em 2019, o Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado todos os anos no dia 21 de março. Segundo a Federação Down, todas as pessoas com a síndrome devem ter oportunidades de viver vidas plenas, com condições igualitárias, em todos os aspectos da sociedade.

A Federação estima que no Brasil, um a cada 700 nascimentos ocorre à síndrome. São aproximadamente 270 mil pessoas com Síndrome de Down no País. Ela é considerada uma alteração genética desde 1958.

A Federação também coloca que existem dois pontos que devem ser desmitificados: o primeiro é que ela não se trata de uma doença, mas de síndrome genética que pode condicionar ou favorecer a presença de quadros patológicos; e o segundo é que existe uma grande variabilidade nas pessoas que possuem a deficiência, mas nunca se deve falar em graus da síndrome.

Dia Mundial do Autismo

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, com o intuito de informar as pessoas sobre o que é o autismo e como lidar com ele. Em 2019, as principais ações se concentram em potencializar o uso de tecnologias para pessoas com autismo. Segundo a ONU, as tecnologias são ferramentas que podem remover barreiras e dar sustentabilidade social, econômica, participação política na sociedade e na promoção da igualdade.

O autismo ou os Transtornos do Espectro Autista (TEA) são condições que levam a problemas no desenvolvimento da linguagem, na interação social, nos processos de comunicação e do comportamento social da criança. Eles afetam cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.