Economia

Mulheres representam 32% da força de trabalho da indústria

Os números apontam que as mulheres buscam mais qualificação e estão dispostas a estudar mais para se aperfeiçoar. (Foto: ARQUIVO)

O segmento que mais emprega mão de obra feminina é o de confecções e artigos do vestuário, com 75% da força de trabalho. Homens são apenas 25% dos empregados. Uma explicação é que, geralmente, este segmento necessita de mais habilidade manual e cuidado nos detalhes e no acabamento porque parte da produção não é realizada por máquinas. E essa pode ser uma vantagem competitiva para elas na hora de ingressarem na atividade industrial.

Outro setor relevante é o de fabricação de produtos farmoquímicos, com 57% de mulheres empregadas, contra 43% de trabalhadores do sexo masculino. Outras duas áreas têm importante participação delas, fabricação de produtos diversos, onde respondem por 46% das vagas, e de produtos têxteis, 45%.

Em números absolutos, o setor de alimentos é o maior para as mulheres, com 69 mil empregadas. Seguido por confecções e artigos do vestuário, com 41 mil, e de fabricação de móveis, com 9 mil.

Com relação à escolaridade, 70% das trabalhadoras têm ensino médio completo e 15% são graduadas. Já entre os homens, o número é parecido quando se refere ao ensino médio, mesmos 70%, mas menor, 13%, com ensino superior completo. O cenário é parecido quando se avalia a procura por cursos de graduação e pós-graduação nas Faculdades da Indústria (IEL e Senai).

O público feminino é maior na graduação a distância, 56%, e na graduação presencial do IEL, 54% do total de alunos. Nos demais cursos técnicos, ainda predominam os homens. Mesmo assim, mais de 2,5 mil mulheres matricularam-se em cursos técnicos do Senai em 2018, principalmente nas áreas de gestão e segurança do trabalho.

“Os números apontam que as mulheres buscam mais qualificação e estão dispostas a estudar mais para se aperfeiçoar e ter estabilidade na profissão”, avalia o economista da Fiep, Evânio Felippe. Isso se reflete na maturidade delas no trabalho, já que 54% das trabalhadoras têm entre 30 e 49 anos e 18% estão entre 5 a 10 anos no mesmo emprego. “O resultado é uma rotatividade menor no setor e uma tendência de que elas buscam qualificação para evoluírem na carreira dentro da própria empresa em que já atuam”, completa Felippe.