Saúde

MP aguarda informações para traçar um Raio X da saúde

 

O PA (Pronto Atendimento) 24 horas de Cianorte tem sido alvo de reclamação dos usuários. A maioria em virtude do longo tempo de espera. Há casos em que os pacientes ficam mais de oito horas no local; ou mesmo sendo obrigados a voltar para casa por não haver mais cota de consultas. Parentes de pacientes que tiveram o atendimento negado procuraram ajuda no Ministério Público. A Tribuna de Cianorte entrevistou a promotora Elaine Lopo, que há dois meses responde pela pelo setor de Saúde no MP.

No início dessa semana a Tribuna contou a história de Adriana Alves que recorreu ao Ministério Público para assegurar a consulta para seu sobrinho e a outras crianças cujas mães a acompanhavam. De acordo com a promotora, dependendo da reclamação o caso é encaminhado ao secretário de Saúde, que tem possibilitado o atendimento. “As pessoas precisam entender que não é imediato, tão rápido o atendimento. Porque às vezes a pessoa não quer ficar na fila também, tem essa questão. Tem que avaliar a questão do bom senso”, salientou.

De acordo com a promotora, o Ministério Público, pode atuar dependendo de cada caso concreto, mas há que se diferenciar os de emergência e não emergência. “Se for emergencial, naturalmente tem que acontecer o atendimento e se não for pode ser marcada uma outra data para atendimento. É complicado, porque só um médico que pode definir essa questão. E nem todos os casos são de emergência”, ressaltou a promotora.

Na concepção de Elaine Lopo,  às  vezes o paciente chega ao PA e tem que esperar por causa da fila. “É claro que tudo exige bom senso, no caso de criança ou alguém que tenha uma doença que exige um cuidado maior. Mas quem tem que fazer essa avaliação é a Secretaria de Saúde”, destaca. Ela reforça que se for emergência tem que haver atendimento, do contrário pode ser marcada para outra data como para um atendimento especializados relativo a uma dor de ouvido, um problema no coração já existente. “Apesar que é diferente se a pessoa estiver tendo um ataque cardíaco. Nesse caso, o atendimento não é nem no PA, tem que ir direto para o hospital”.

“Com relação ao tempo na fila, até mesmo com médico particular o encaixe exige tal espera, de três ou quatro horas depois”, justifica. De acordo com a promotora, a função do PA é verificar o que está acontecendo. “Porque se for uma coisa emergencial provavelmente nem o PA vai poder atendel”.

POSTINHOS

Elaine defende que as pessoas usem mais os postinhos dos bairros, como suporte inicial, a fim de evitar o ‘inchaço’ do PA.  “Se não tiver atendimento, é um direito que reclama. Mas só da para saber se a pessoa for até o posto”.

Com relação à reclamação de que não há pediatra atendendo no fim de semana, Elaine explicou que tem informações verbais de que sempre há especialista da área disponível; que diante de algum problema mais grave, o caso é enviado ao hospital. A promotora explica que assumiu a função há dois meses, que só vai ter um diagnóstico completo quando tiver resposta do ofício que enviou aos responsáveis. “Somente depois da documentação juntada que terei um panorama sobre a quantidade de funcionários, dos horários, das consultas disponibilizadas”.