Cidades

Mortes por afogamento acendem alerta para o verão

Banhos em rios e lagos também exigem cuidados específicos e supervisão de guarda-vidas
Banhistas devem procurar locais supervisionados por guarda-vidas (Foto: DIVULGAÇÃO)

No último fim de semana, três pessoas morreram afogadas na região Noroeste. Na sexta-feira (2), pai e filho se afogaram em um riacho na zona rural de Cruzeiro do Oeste. O homem de 34 anos viu o filho de 12 se afogando e pulou na água para tentar salvar a criança, mas também se afogou. O segundo caso ocorreu no sábado (3), no rio Paraná. Um maringaense de 30 anos se afogou enquanto nadava perto da prainha do Porto Maringá, em Marilena. A esposa dele também estava se afogando no local, mas foi salva por uma boia jogada por tripulantes de um barco.

Nesta época do ano, situações como essas não são raras, principalmente no interior. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 75% das mortes por afogamento no Brasil ocorrem em rios, lagos e represas. Para evitar que o número de vítimas seja ainda maior, o Corpo de Bombeiros orienta os banhistas a procurarem locais supervisionados por guarda-vidas, seja no litoral ou no interior. Este ano, as prainhas terão a presença desses profissionais a partir do dia 21 de dezembro, quando começa a Operação Verão. Até lá, todo cuidado é pouco.

A TRIBUNA conversou com o aspirante a oficial do Corpo de Bombeiros, Lucas Daniel Kulik, que passou dicas e orientações para evitar afogamentos. Segundo ele, é importante procurar locais seguros para o banho e nunca entrar em rios, riachos ou lagos com água acima da altura dos joelhos.

“Se acontecer da pessoa ser levada pela correnteza, a orientação é manter a calma e não se debater muito. O ideal é manter uma posição de segurança para flutuar e erguer um dos braços pedindo socorro. Para socorrer alguém, não se deve pular na água e sim jogar algum meio de flutuação para a vítima. Antes de qualquer coisa, acione o Corpo de Bombeiros pelo 193 e siga as orientações por telefone”, destacou.

Se a pessoa conseguir ser retirada da água, é importante passar as características do estado de saúde dela a um agente do Corpo de Bombeiros, que vai identificar o grau de afogamento e dizer quais passos devem ser tomados. “É melhor iniciar a massagem cardíaca no local e esperar que o suporte médico chegue do que tentar transportar a vítima até um hospital. Quanto antes começar a massagem cardíaca melhor, mesmo que não seja totalmente correta”, afirmou.

CUIDADOS EM PESCARIAS

De acordo com o aspirante Kulik, a principal orientação para quem utiliza embarcações, é estar sempre com colete salva-vidas e acompanhado. “É importante que o pescador faça um planejamento de sua saída e verifique se o barco tem os equipamentos necessários e se está abastecido com combustível suficiente. Também é ideal alguém sobre o horário previsto para o retorno e não permanecer no rio ao anoitecer”.