Cidades

Morte de criança evidencia necessidade de isolamento e segurança redobrada

Tragédia com menino de dois anos foi registrada no final da tarde de domingo em uma chácara em Cianorte
Murilo Antônio de Melo Vieira Dias caiu em um taque de peixes e acabou se afogando (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A tragédia que terminou com a morte de uma criança de dois anos no final da tarde de domingo, 6, em uma chácara, na zona rural de Cianorte expôs mais uma vez a necessidade de se manter a segurança redobrada em ambientes com água, como piscinas, represas e poços, além de cuidados especiais com crianças com menos de 10 anos.

Murilo Antônio de Melo Vieira Dias acabou morrendo afogado após cair acidentalmente em um tanque de reprodução de peixes. O menino estava com a família em uma propriedade rural quando o acidente aconteceu.  De acordo com testemunhas, a criança saiu do local onde os adultos estavam sem que nenhuma pessoa percebesse, atravessou três cercas que delimitavam o tanque  e chegou à água. Ao notarem a ausência da criança, os familiares foram procurar e encontraram o garoto já desacordado. Ele chegou a ser levado para o Hospital Santa Casa, mas nada pôde ser feito.

O corpo de Murilo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão e posteriormente liberado para os familiares. O velório foi realizado na Capela do Cemitério Municipal de Cianorte e o sepultamento aconteceu às 16 horas de ontem em clima de comoção.

Para não transformar um momento de lazer em tragédia, o Corpo de Bombeiros orienta que se deve ter atenção redobrada com as crianças, delimitando sempre o espaço em que elas devem permanecer. Além disso, é ideal que os locais com água estejam devidamente isolados.

“Se tem uma piscina ou um tanque próximo à sua residência, é importante manter o espaço isolado e, se possível, usar um portão que tenha uma tranca automática. Nada substitui a supervisão de um adulto responsável. O importante é manter a atenção 100% no filho. Se for se afastar da piscina ou do tanque, para atender o telefone ou pegar algo que esteja distante, leve sempre seu filho junto para evitar que aconteça uma tragédia”, orienta o tenente do Corpo de Bombeiros, Lucas Daniel Kulik.

De acordo com Kulik, é importante que as pessoas tenham uma noção básica de primeiros socorros. Em casos mais graves, como o ocorrido com Murilo, é recomendada a utilização de técnicas de massagem cardíaca até que o socorro especializado chegue ao local.

“Neste caso específico, a criança estava submersa e foi tirada da água provavelmente já sem respiração e sem batimento. Nesse momento o mais importante é já iniciar a massagem cardíaca o mais rápido possível. O ideal é ter o conhecimento de como fazer. Mas sempre é melhor fazer qualquer coisa do que não fazer nada. A orientação é que no local já se inicie as manobras de RCP (reanimação cario-pulmonar), faça o contato com as equipes de emergência, que deslocarão até o local ainda acontecendo esta manobra. No próprio deslocamento para o hospital, deve se continuar a massagem, que não deve parar nunca, para dar uma maior viabilidade e chance de sobrevida para a vítima”, explica.

Nos casos em que as crianças estão desfrutando de um momento de lazer, outra recomendação é não utilizar alguns equipamentos que passam uma imagem de tranquilidade para os pais, mas que na realidade não oferecem segurança.

“Saliento para o pessoal não utilizar aquelas boias de braço, pneu, bola, que transmitem uma falsa sensação de segurança. Evitar brinquedos próximos as áreas de água, pois eles podem chamar a atenção das crianças e elas podem acabar caindo. Sabemos que acontece, que é uma coisa repentina, mas não podemos ‘piscar’ e correr o risco de acabar acontecendo uma tragédia. É interessante que ensine brincadeiras na água para as crianças se habituarem. A partir dos seis meses, já ter este tipo de brincadeira. A partir dos dois anos aproximadamente, já começar uma parte de natação. Mas, independente disso, é importante que se tenha uma atenção a todo o tempo”, conclui.