Região

Morre mais uma vítima do acidente de ônibus em Campo Mourão

Morreu mais uma vítima do acidente de ônibus que ocorreu na BR-158, no contorno de Campo Mourão, no dia 3 de janeiro. Com mais essa morte, confirmada nesta quarta-feira (11), subiu para nove o número de mortos do acidente.

Jislene Cristina Pinto, de 48 anos, era moradora de Paiçandu, no norte do Paraná, e estava internada no hospital Santa Casa de Campo Mourão desde o dia do acidente.

 

QUEDA DE RIBANCEIRA

O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira no anel viário de Campo Mourão, e deixou sete pessoas mortas e 35 feridos. O motorista perdeu o controle do ônibus e saiu da pista por volta das 3h30.

O ônibus saiu de Foz do Iguaçu, no oeste, na noite de segunda-feira (2), e seguia para Maringá. O acidente ocorreu no trecho final da viagem.

DEPOIMENTO MOTORISTA

Em depoimento à Polícia Civil, o motorista do ônibus que se acidentou disse não se lembrar do momento do acidente. “Ele afirmou que não se recorda do evento do acidente, que a última recordação que ele tem é ele virando no trevo”, relatou o delegado Marcelo Trevisan, responsável pelo inquérito que investiga as causas do acidente.

O homem prestou depoimento na tarde de quinta-feira (5), após ter alta do hospital. O  motorista contou que não costuma passar de 95 km/h, dependendo do trecho, como em uma descida, por exemplo. “No momento do acidente, por não se recordar dos fatos, ele fala que não pode precisar a velocidade que ele estava”, informou Trevisan.

EXCESSO DE VELOCIDADE

Passageiros contaram que o ônibus estava em alta velocidade no momento do acidente. O disco tacógrafo, apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e encaminhado à perícia, apontava na última marcação uma velocidade de aproximadamente 100 km/h. No trecho do acidente, a velocidade máxima permitida é de 40 quilômetros por hora.

Para o delegado, o condutor perdeu uma oportunidade de justificar o excesso de velocidade, se ele for comprovado. “A palavra dele, embora importante, não é absoluta, nós iríamos confrontá-la de qualquer forma com outros elementos, com outros depoimentos e com as provas e evidências físicas do local”, concluiu. (G1)