Saúde

Mesmo com estiagem, Cianorte confirma terceiro caso de dengue

Em dois meses, três pessoas foram picadas pelo Aedes aegypti e contraíram a doença no município
Segundo Vera Fusisawa, a região é infestada pelo mosquito, então todo cuidado é pouco (Foto: AGÊNCIA BRASIL)

Depois de praticamente um ano sem casos de dengue, Cianorte já registra a terceira confirmação em dois meses. Os dados foram divulgados pelo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) desta semana. O caso mais recente é de um homem de 24 anos, que já está bem de saúde, segundo a pasta. Em toda a região, há cinco casos confirmados; os outros dois são de Tuneiras do Oeste.

O primeiro caso do ano em Cianorte foi de um homem de 46 anos que morreu por outros motivos. A confirmação foi divulgada no boletim da dengue de 22 de maio. Uma menina de oito anos também foi picada pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti, e contraiu a doença no início de junho. Todos foram autóctones, ou seja, não vieram de fora.

Em 2017, o município teve apenas um caso confirmado da doença e a 13ª Regional de Saúde apenas dois, sendo o outro em Rondon.

Desde o início deste ano, a quantidade de focos do mosquito Aedes aegypti encontrada nas casas e terrenos locais tem preocupado a Secretaria de Saúde de Cianorte, que intensificou o trabalho dos agentes de endemias. Além disso, as multas para quem for reincidente em casos de focos foram reajustadas para R$ 250 em residências, R$ 400 em terrenos e R$ 1,3 mil em estabelecimentos comerciais/industriais.

A supervisora do Programa de Combate à Dengue de Cianorte, Vera Fusisawa, explica que o número de focos diminuiu com o frio e o tempo seco, mas alerta para a continuidade dos cuidados. Segundo ela, os mosquitos ficam abrigados no inverno e as larvas hibernam, mas pouco tempo de chuva e calor já são suficientes para que a proliferação volte a aumentar. 

O primeiro Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa), de janeiro, apontou um índice de infestação de 4,4%; já o segundo levantamento, realizado em abril, caiu para 1,4%. O recomendado pelo Ministério da Saúde é menos de 1%. O próximo LIRAa deve ser divulgado em julho.