Economia

Mais de 200 empresas já fecharam as portas em Cianorte em 2018

Baixas são dos cinco primeiros meses do ano e representam aumento de 31,5% em relação a 2017
No centro de Cianorte, as portas fechadas se tornaram comuns em meio ao comércio local (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A crise econômica que assola o país continua levando muitos empresários a fechar as portas. Em Cianorte, 225 empresas foram fechadas, de janeiro a maio. O aumento foi de 31,5% em comparação ao mesmo período de 2017, quando foram registradas 171 baixas na cidade. Os dados são da Divisão de Receitas Diversas da Prefeitura de Cianorte. Nos primeiros cinco meses de 2016, foram 151 empresas fechadas e em 2015, 118.

Em todo o ano passado, 565 negócios encerraram as atividades na cidade. As baixas subiram 31% em relação a 2015, considerado o ano auge da crise econômica. Em todo o país, o número de empresas fechadas (713,6 mil) superou o de novos empreendidos (708,6 mil) no ano em questão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a consultora do Sebrae em Cianorte, Thaís Contin, o país vive um momento econômico frágil, que acaba se estendendo a estados e cidades menores. “Esse pode ser um dos fatores de fechamento das empresas. Outro fator a ser considerado é que com o advento da crise econômica muitas pessoas que perderam seus empregos formais e podem ter aberto o próprio negócio, às vezes sem planejamento, o que também pode resultar em baixas.”

Mais de 3,7 mil pessoas foram demitidas em Cianorte nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Ainda assim, o saldo de empregos formais manteve-se positivo em 667 vagas, com 4.369 contratações.

A consultora explica que os impactos na economia local vão além das demissões. “O fechamento de empresas gera a dispensa de um colaborador ou vários deles, que muitas vezes deixam de exercer seu poder de consumo no município, até que se recoloquem no mercado ou invistam em um próprio negócio para poder se estabilizar financeiramente. Quando empresas fecham as portas, elas também deixam de comprar insumos (muitas vezes da própria cidade) e de usufruir de serviços de outras empresas, que também contribuíam no giro da economia local”.

No centro da cidade, é comum encontrar portas fechadas e placas de aluguel. Em uma das quadras mais movimentadas da Avenida Santa Catarina, por exemplo, quatro dos nove estabelecimentos estão fechados e apenas um já foi alugado e está em reforma. Na Rua da Moda, o cenário não é diferente. Além das lojas fechadas, a avenida comporta agora um Shopping Nabhan fechado e sem perspectivas de recuperação.

Segundo Thaís, não é possível mensurar quanto tempo a cidade levará para recuperar as baixas. A esperança dos economistas é que os governantes eleitos este ano tragam estabilidade econômica e financeira ao país e consigam recuperar o desenvolvimento. (Com informações G1)