Política

Lula será transferido para penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo

Remoção do ex-presidente foi decidida nesta quarta-feira pela Justiça Federal em Curitiba
O presídio de Tremembé, em São Paulo (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)

O juiz corregedor Paulo Eduardo de Almeida Sorci, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Penitenciária II de Tremembé "José Augusto César Salgado",conhecida como 'presídio dos famosos', localizada no interior de São Paulo, onde deve cumprir o restante da pena de 8 anos e 10 meses por condenação na Lava-Jato , no caso do tríplex em Guarujá , no litoral de São Paulo. A data da transferência não foi definida.

O juiz atendeu a pedido formulado pela juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos, que determinou nesta quarta a remoção do ex-presidente da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para uma unidade prisional de São Paulo, atendendo a um pedido da PF.

"Expeçam-se as comunicações necessárias, observando que as tratativas quanto à escolta e transporte deverão ser realizadas entre o distrito da culpa e a administração penitenciária do estado", escreveu Almeida Sorci.

ONDE FICA O PRESÍDIO

Conhecida como Tremembé 2, a Penitenciária Dr. José Augusto Cesar Salgado costuma receber presos envolvidos em casos de grande repercussão.

A defesa do ex-presidente entrou com um pedido no mesmo processo de habeas corpus que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja dada liberdade ao líder petista após a decisão da juíza Carolina Lebbos de transferí-lo para São Paulo. Dirigido ao ministro Gilmar Mendes,  o pedido também pleitea que se a liberdade não for concedida, seja determinada a permanência de Lula em uma sala de Estado de Maior ou seja suspensa a transferência de Curitiba para São Paulo.

Como o recurso foi apresentado no mesmo processo que Gilmar Mendes pediu vista, o pedido foi para o gabinete dele. O ministro deve encaminhar esse pedido ao gabinete do ministro Edson Fachin, o relator do caso. Caberá a Fachin decidir se concede liminar, se nega, ou se aguarda a retomada do julgamento do processo na Segunda Turma do STF. (O Globo)