Cidades

Lei completa 13 anos e casos de violência doméstica continua aumentando no estado

Paraná registrou 38 feminicídios no primeiro semestre; nenhum deles em Cianorte
A promotora Elaine Lopo Rodrigues (esq.) Adriéli Volpato Craveiro ministram palestra sobre desigualdade de gênero para alunos do Sesi (Foto: Martins Neto / Tribuna de Cianorte)

A Lei Maria da Penha completou 13 anos na quarta-feira, 07. Durante todo este período, as autoridades se movimentam para salvar as mulheres que sofrem algum tipo de violência, sejam elas físicas, verbais ou psicológicas. Apesar de todo o esforço, os casos continuam crescendo dia após dia e, em algumas ocasiões, ocorre o pior: a morte. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, o Paraná registrou no primeiro semestre deste ano 38 feminicídios. Os casos de violência doméstica também continuam crescendo. De janeiro a junho, foram 26.228 ocorrências, contra 21.048 registradas no primeiro semestre do ano passado.

Ainda de acordo com a  SESP, no município de Cianorte não houve nenhum caso de feminicídio no primeiro semestre de 2019. Em 2018, porém, foi registrada uma ocorrência do tipo. A reportagem da TRIBUNA solicitou um levantamento sobre o número de ocorrências de violência doméstica no município, mas a Secretaria de Segurança informou que ainda não possui esses dados disponíveis.

Em junho deste ano, foi lançado na Capital do Vestuário o Protocolo de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, que se trata de uma rede de proteção que dá suporte às mulheres que enfrentam alguma situação de violência doméstica. As mulheres que vivem nesta situação têm à disposição uma rede composta por diferentes políticas públicas, como saúde e assistência social, além dos órgãos de proteção, como, por exemplo, delegacia, Ministério Público, Vara Criminal e Defensoria Pública.

No Paraná, existem 20 Delegacias da Mulher distribuídas por todo estado. Nas cidades onde não existe uma delegacia especializada, as mulheres que precisam denunciar qualquer abuso, casual ou recorrente, podem dirigir-se à Delegacia de Polícia Civil da localidade, ou ainda, fazer a denúncia pelos números 181 ou 180. Já em casos de urgência e emergência, ou seja, no exato momento que a agressão esteja acontecendo, a orientação é que a mulher, ou quem presencie o fato, ligue no 190, da Polícia Militar. (Com informações da SESP/PR)

PLAESTRA

Os alunos do Colégio Sesi estudaram um trimestre sobre as questões de ‘Gênero’. As atividades foram orientadas pelos professores Ana Paula Thomaz e Wesley Alanis.

. O tema foi abordado dentro de uma oficina de aprendizagem, chamada “Mexeu com uma, Mexeu com todas”.  Uma das atividades propostas foi a leitura do livro “Sobrevivi... Posso contar”, que relata a vida da autora, Maria da Penha, que sofreu duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido e ficou paraplégica. O nome da lei foi dado em homenagem à farmacêutica.

Na manhã desta quinta-feira, 08, os alunos participaram de uma palestra com bate papo sobre desigualdade de gênero e violência contra a mulher. O evento contou com a presença da Dra. Elaine Lopo Rodrigues, promotora de Justiça, e da Dr. Adriéli Volpato Craveiro, assistente social. Na ocasião, os alunos puderam compreender as questões de gênero e os tipos de violência contra a mulher em nossa sociedade.