Política

Justiça bloqueia R$ 20 mi de Beto Richa em investigação da Lava Jato

As mesmas medidas, com valores proporcionais, foram aplicadas a outros réus da Operação Piloto
(Foto: RICARDO ALMEIDA/ ANPR)

Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná, teve bloqueio de R$ 20 mi decretado pela Justiça Federal, após investigações da ‘Operação Piloto’. A Justiça Federal do Paraná acolheu o pedido da força-tarefa Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná.

Além do bloqueio de R$ 20 milhões, o despacho judicial prevê a indisponibilidade de bens imóveis e de veículos, e o sequestro de parte de imóvel citado no esquema de corrupção. As mesmas medidas, com valores proporcionais, foram aplicadas a outros réus.

A acusação da Procuradoria, apresentada em 5 de junho, denunciou o ex-governador Beto Richa (PSDB), Ezequias Moreira, José Richa Filho, o “Pepe Richa” – irmão de Beto -, Luiz Abi Antoun, Dirceu Pupo Moreira, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller pela suposta prática, ao longo de 2014, dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, relacionadas à licitação na Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná.

Operação Piloto investiga lavagem de dinheiro

A Operação Piloto foi deflagrada em setembro de 2018 a partir do conteúdo de depoimentos de delatores ligados ao grupo Odebrecht. Os delatores revelaram suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina visando o favorecimento do consórcio liderado pela empreiteira na licitação de concessão da PR-323.

Esses pagamentos teriam sido realizados a partir do Setor de Operações Estruturadas da empresa em favor do codinome “Piloto”, identificado como sendo o ex-governador.  Beto Richa também é réu em outros dois processos pelo crime de lavagem de dinheiro proveniente de propinas do pedágio e de outros esquemas de corrupção em seu governo, informou a Procuradoria.

Defesa de Beto Richa

Em nota, a defesa de Beto Richa afirmou que “irá se manifestar somente nos autos do processo, diante a insistência repetitiva do Ministério Público Federal, relativamente ao tema de indisponibilidade de bens”.