Polícia

Julgamento dos quatro acusados de matar Dona Neuza vai para o 2ª dia

Júri popular acontece cinco meses após primeiro adiamento; foram 31 testemunhas ouvidas no primeiro dia
Julgamento morte de dona Neuza Pizani Rossi acontece no Tribunal do Júri do Fórum de Justiça de Cianorte. (Foto: Jaqueline Andriolli / TRIBUNA)

O primeiro dia de julgamento do caso Dona Neuza foi realizado ontem (14) no Salão do Júri do Fórum de Justiça de Cianorte. Trinta e uma testemunhas foram ouvidas durante as três sessões, que começaram por volta das 10 horas e terminaram por volta das 17 horas. Hoje (15) os quatro homens acusados de homicídio irão depor.

De acordo com a filha de Dona Neuza, Josilaine Cristina Rossi, que estava presente no julgamento, a primeira sessão estava marcada para as 8 horas, mas faltava uma testemunha de defesa, que segundo os advogados era essencial para o caso. Com a chegada da testemunha acompanhada por um oficial de justiça, o julgamento foi iniciado.

Nesta sexta-feira, o julgamento será retomado às 8 horas com o depoimento de Alceu Cararo Rak, Fabricio Pereira, Marcos dos Santos Pereira e Rogério Dias dos Santos, os quatro acusados de atirar em Neuza Pizani Rossi no dia 29 de abril de 2007.

O júri popular acontece cinco meses após a primeira data marcada. O julgamento foi adiado duas vezes por pedido do advogado de defesa, Alfredo Canavier. A primeira data estava marcada para o dia 29 de novembro de 2018, mas, na ocasião, o advogado apresentou um atestado médico para adiar o julgamento. O júri então foi marcou para o dia 31 de janeiro deste ano, mas foi adiado mais uma vez por pedido do advogado de defesa.

Para a filha de Dona Neuza é um alívio ver o julgamento depois de 12 anos do homicídio. “É angustiante esperar tanto tempo a Justiça, porque minha mãe morreu inocente e de graça. O que a gente quer é que eles paguem pelo o que fizeram, porque eles estão ai como se nada tivesse acontecido”, afirma Josilaine.

ENTENDA O CASO

A vítima Neuza Pizani Rossi, 45, foi vítima de um tiro de bala perdida e morreu no portão da sua casa na Vila Operária. O tiro acertou a sua na cabeça.

O crime aconteceu há quase 12 anos, no dia 24 de Abril de 2007, na Rua Xingú, quando os quatro acusados armaram uma emboscada para matar o vizinho da dona Neuza. Alexandre Pereira Rocha tentou se esconder na residência de Neusa, que ao ouvir o barulho no quintal, abriu a porta e foi atingida por um tiro na cabeça. Ela teve morte instantânea. Alexandre foi atingido por cinco tiros e foi internado na Santa Casa de Cianorte.

Os quatro homens fugiram em duas motos. Na época, a polícia prendeu um suspeito, que foi liberado por falta de provas na participação do homicídio, Alexandre Rocha faleceu um tempo depois em Mato Grosso vítima de novo acerto de contas.

De acordo com a filha, Josilaine, Dona Neuza, cuidava de crianças em sua casa, e havia acabado de entregar uma delas para a mãe no portão da residência. O fato poderia ter sido pior se os autores tivessem agido um pouco antes.