Cidades

Juiz eleitoral alerta para importância do voto consciente

Com o início da campanha eleitoral na quinta-feira, cidadãos terão 45 dias para escolher seus candidatos
Eleitores devem escolher bem os candidatos e chegar decididos às urnas (Foto: AGÊNCIA BRASIL)

A menos de dois meses das eleições, muitos brasileiros estão totalmente desanimados com o processo. Um levantamento do Ibope divulgado na semana passada mostrou de 61% dos entrevistados têm pouco ou nenhum interesse pelo pleito de outubro. Este ano, a população deverá escolher deputados federais e estaduais, senadores, governadores, presidente da República e seus respectivos vices.

Em Cianorte, 54.095 pessoas estão aptas a votar. O número é menor do que nas últimas eleições, em 2016, quando havia 56 mil eleitores para ir às urnas. De acordo com o juiz eleitoral Bruno Henrique Golon, a redução é natural, considerando transferências de título, mortes, mudanças de cidade, entre outros. Na região, são mais 21,9 mil eleitores das cidades de Indianópolis, Jussara, Japurá, São Tomé e São Manoel do Paraná.

Quarta-feira (15) é o último dia para o registro de candidaturas junto à Justiça Eleitoral. As campanhas começam na quinta-feira (16) e a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto e vai até 4 de outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para 7 de outubro.

Diante da aproximação do pleito, o juiz eleitoral chama atenção para a importância de escolher bem os representantes. “O voto é o pilar básico da democracia. Por meio dele, definimos o rumo dela e da nossa nação. Então a pessoa que deixa de votar ou que faz uma escolha inconsciente não está se importando com o que vai acontecer, inclusive com ela mesma, porque o cidadão depende do país para tudo. Por isso é importante não só a escolha, mas a escolha correta, consciente, das pessoas que vamos colocar no poder nos próximos quatro anos.”

A orientação, segundo Golon, é evitar votar em candidatos mal intencionados, que fazem propaganda irregular e prometem cargos e regalias, ou seja, não cumprem as regulamentações básicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O mesmo levantamento do Ibope apontou que 45% do eleitorado está ‘pessimista’ ou ‘muito pessimista’ quanto aos resultados das urnas. Somadas, as fatias que expressam ‘muito interesse’ ou ‘algum interesse’ pelo pleito contam 38% do total. As razões para o pessimismo também foram elencadas: 30% dos entrevistados culpam a corrupção da classe política pelo desânimo; 19% afirma não confiar nos candidatos; 16% ainda não encontrou em quem votar; e 11% aponta a fonte no desânimo na falta de mudança na política. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ouviu 2 mil pessoas entre 21 e 24 de junho.

TECNOLOGIA

O aplicativo Pardal, do TSE, permite que qualquer cidadão possa denunciar irregularidades praticadas por candidatos e partidos durante a campanha eleitoral. As informações são repassadas aos cartórios eleitoras, que analisam as denúncias e notificam os responsáveis. O app já foi utilizado nas eleições de 2016.

A grande novidade para este ano é o e-Título, aplicativo que substitui o título de eleitor na hora de votar. Basta baixar o app, disponível para iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets. Ele apresenta informações como dados da zona eleitoral do usuário e a situação cadastral do eleitor em tempo real. Após baixá-lo, basta que o eleitor insira seus dados pessoais. Se ele já tiver feito o recadastramento biométrico, a versão do e-Título virá acompanhada de foto e poderá ser utilizada como documento para a votação.

VOTO BRANCO X VOTO NULO

As funções do voto branco e do voto nulo ainda são dúvidas de muitos eleitores, que acabam escolhendo essas opções equivocadamente. De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. O juiz eleitoral Bruno Henrique Golon explica que “o voto em branco define um conformismo, na qual o eleitor considera que qualquer um que ganhar está bom”. Já o voto nulo representa desinteresse, ou seja, a intenção é não se importar com o resultado. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.