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Jonas Guimarães participa de reunião da Comissão sobre embargo da UE ao frango

Comissão Especial da Alep se reuniu na segunda-feira com a presença de Jonas Guimarães (Foto: ASSESSORIA )

O deputado estadual Jonas Guimarães participou de reunião da Comissão Especial sobre o embargo da União Europeia à importação de frangos brasileiros na segunda-feira, 7. A Frente Parlamentar se reuniu para aprovar seu regimento interno e ouvir representantes da área sobre os efeitos da medida na economia estadual.

Na reunião, foram elencadas as iniciativas tomadas até agora em busca de soluções para o problema, e também foram expostos temas abordados durante visita técnica recentemente feita por uma comissão de embaixadores da comunidade europeia no Paraná, frisando que o assunto vem sendo tratado em nível de governo federal, sem previsão de prazos para a suspensão do embargo.

O deputado Jonas Guimarães, que é produtor de frangos, disse que a questão é basicamente econômica, comercial. Concordou com o exagero no número de alojamentos, disse que as grandes empresas estão jogando seus excedentes no mercado interno e provocando o aviltamento dos preços, e que as constantes quedas de energia na área rural se devem ao sistema bifásico. “O sistema, para melhorar a qualidade da energia distribuída, deveria ser trifásico”, disse Guimarães. O parlamentar ainda afirmou que o embargo não se deve a questões sanitárias. “A razão é basicamente econômica e comercial, tanto é verdade que a UE afirma nos seus embargos que se o Brasil pagar a importância de 1.200 euros por tonelada, a exportação estará liberada”, explicou.

Francisco Simioni, diretor do Departamento de Economia Rural (DERAL) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, apontou o viés “extremamente econômico” da medida tomada na Europa, acentuando a importância da mobilização em defesa dos interesses estaduais, principalmente levando em conta que o setor representa 60 mil empregos diretos e 600 mil indiretos. Referindo-se ao alto custo da manutenção dos alojamentos (aviários), sugeriu a postergação de dívidas e contratos junto ao BNDES.

Rafael Gonçalves Dias, representante da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), também rechaçou o caráter sanitário da restrição, reforçando que nada mudou na qualidade da carne produzida em território paranaense e reconhecida como uma das melhores do mundo. Cleverson Freitas, superintendente federal do Ministério da Agricultura no Paraná, disse que o embargo é dirigido a algumas grandes empresas e que o governo federal está tratando do assunto junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Também anunciou que o Ministério da Agricultura está convocando mais de 300 médicos veterinários e auditores, 52 deles apenas para o Paraná.

Alexandre Lobo, coordenador do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), defendeu, por sua vez, a renegociação das dívidas dos produtores que se socorrem de financiamentos; enquanto Marcos Júnior, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), apontou a baixa qualidade da distribuição de energia nas áreas rurais, obrigando os proprietários de aviários ao uso de geradores, o que encarece sensivelmente a produção.

Ícaro Fiechter, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) reclamou da medida adotada pela União Europeia, qualificando-a de injusta, altamente prejudicial à economia da região e sem razão de ser, uma vez que o pagamento de multa/tonelada pode abrir as portas da Europa à carne brasileira. Nelson Costa, superintendente da Ocepar chamou a atenção para vários fatores que vem interferindo no segmento há cerca de três anos: o aumento da produção, a diminuição do consumo interno e a falta de competitividade, que vem fazendo o país perder espaço no mercado internacional. Também lamentou a diminuição dos turnos portuários, que deixa a descoberto o período das 22 horas às 6 horas, contribuindo para aumentar os custos da produção. (Com informações da Assessoria Alep)