Artes

Jantar com rock vai levar cianortense ao Grammy

Quando dizem que “santo de casa não faz milagre”, Éder Chapolla sabe bem o que é isso. O baterista cianortense está sendo indicado pela segunda vez consecutiva ao Grammy Latino e mesmo assim ainda não obteve apoio da classe empresarial para levantar voo até Las Vegas.

E para dar um empurrão no talento que Cianorte ainda não visualizou, um grupo de amigos está promovendo um jantar. “Leve um cianortense ao Grammy” tem no cardápio do buffet muito rock, com Chapolla e a Banda Ovos. A balada solidária acontece nesse sábado, a partir das 20 horas, na chácara Viola de Ouro.

A festa do Grammy é no próximo dia 21, em Las Vegas,  e Chapolla se diz surpreso e satisfeito pelo fato de ser indicado e concorrer ao lado de músicos de renome.  “Vou discotecar com minha esposa, Gabriela Casares,  durante o jantar e depois será o show sem hora para acabar” avisa Chapolla.

O ex-baterista do Nevilton, está à frente do Soldado Marimbondo, porém ainda continua colhendo os frutos da antiga banda. Eles foram indicados ao Grammy Latino 2013 e concorrem na categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro com o disco recém-lançado “Sacode!”, gravado na Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, com a produção de Carlos Miranda e Tomás Magno. O trio concorre ao lado de Jota Quest (Ao vivo no Rock In Rio), Nando Reis e os Infernais (Sei.), Vespas Mandarinas (Animal Nacional) e Vowe (Nossa Verdade).

Designer critica a falta de patrocínio

O designer Jonas Davanço não se conforma com a falta de patrocínio para a viagem do único cianortense indicado ao Grammy.  “É o prêmio mais importante da música internacional, é o Oscar da música, e aqui em Cianorte parece que os empresários e políticos não compreendem muito bem. A imagem de um artista internacional agrega muito valor a qualquer marca e até mesmo à Cidade. Fico impressionado quando me deparo com esta situação”, declara.

Jonas acredita que falta apoio à cultura em todos os aspectos. “Há alguns dias atrás ocorreu um evento tão bacana como a Virada Cultural, mas nessas horas eu me pergunto: existe realmente uma preocupação com cultura ou é apenas seguir a onda do que as outras cidades estão fazendo, atrás de um pouquinho de marketing?”.  

O designer ressalta que Chapolla já é respeitado nacionalmente. “Tive a oportunidade de ver grandes músicos falando sobre o trabalho dele, o último disco ele gravou com o Miranda, aquele barbudinho do Ídolos do SBT, e recebeu ótimas críticas no Brasil inteiro. Só falta agora ganhar mais valor dos próprios cianortenses”.

Jonas relembra a história de Vanderlei Cordeiro, de Cruzeiro do Oeste,  que nunca teve apoio da cidade natal. “E quando conseguiu uma ajuda com Maringá ele teve de abandonar sua história para poder crescer. Hoje em entrevistas ele nem cita o nome de Cruzeiro do Oeste. Creio que isso nunca ocorrerá aqui, pois mesmo faltando o apoio das autoridades os amigos estão aí para ajudar. Este evento de sábado é uma prova disso”.