Cotidiano

Instituto Morena Rosa já atendeu mais de 60 mil pessoas

Referência em moda no Brasil e no mundo, Grupo Morena Rosa se compromete a transformar a realidade a sua volta
No projeto Escola de Costura, professora ensina as técnicas e as alunas desenvolvem as próprias peças (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Desenvolvido para colocar em prática projetos e ações de responsabilidade social do Grupo Morena Rosa, o Instituto nasceu em 2006 com foco em crianças e adolescentes. Ao longo dos anos foi se expandindo até chegar a magnitude atual, com cinco projetos fixos e dezenas de ações e atendimentos.

Em 12 anos, o Instituto Morena Rosa (IMR) já ajudou mais de 60 mil pessoas, entre colaboradores e comunidade externa. Para o presidente do IMR e diretor administrativo do Grupo Morena Rosa, José Maria de Souza, a instituição atua como transformadora da realidade social e faz valer o slogan “Agir, é o nosso jeito de melhorar o mundo”.

Um dos projetos mais recentes do Instituto é a Escola de Costura, idealizada em parceria com a Associação Assistencial Rainha da Paz a partir de uma demanda da própria empresa. “Percebemos que as costureiras do nosso quadro produtivo estão envelhecendo e não há um público novo apto para assumir esses cargos. Assim, pensamos no curso, que não está ligado diretamente à contratação da empresa. O objetivo é oferecer qualificação para que os alunos adquiram experiência e conhecimento para entrar no mercado de trabalho”, explica a psicóloga do IMR, Stephanie Piveta.

A Escola de Costura começou com turmas experimentais em outubro de 2017 e este ano oferece aulas em dois turnos – vespertino e noturno. Os alunos participam das atividades quatro vezes por semana e aprendem a costurar peças em diferentes tipos de máquinas. Os equipamentos e os materiais foram cedidos pela Morena Rosa, que também auxilia com um aporte financeiro mensal, e o espaço disponibilizado pela Rainha da Paz. Atualmente o curso tem 24 alunos, entre homens e mulheres.

De acordo com a professora Maria Edith Estrada Batalioto, a maioria das participantes são mães de crianças e adolescentes atendidos pela entidade e algumas vem de outras cidades da região para aprender o ofício. Ivanete Floriano Micalli está desempregada há oito meses e agora procura uma oportunidade de trabalho na área da costura. “Eu não sabia nada, tinha até medo das máquinas e hoje já sei costurar de tudo. É uma satisfação enorme ver uma peça minha pronta, além disso, a costura é uma atividade deliciosa, que alivia o estresse”, afirma, orgulhosa.

O próximo passo é buscar oportunidades para as costureiras recém-formadas pela escola, como explica o coordenador da Rainha da Paz, Gabriel Estevo Faria. “A ideia é fazer parcerias com empresas de confecção para que as nossas alunas consigam ser inseridas no mercado de trabalho. Mesmo que muitas não tenham experiência em fábricas, elas saem daqui preparadas para trabalhar nesses ambientes.” As peças produzidas pelas alunas ficam na entidade e são vendidas no Bazar da Rainha da Paz.

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Antes mesmo da fundação do Instituto Morena Rosa, a empresa já se preocupava com a destinação correta dos resíduos e aliou isso a necessidade de algumas entidades. Hoje, a maior parte dos retalhos e restos de tecidos decorrentes do processo de produção é doada a universidades, escolas e outras instituições.

De acordo com a psicóloga Stephanie, as solicitações são feitas por meio de ofício e uma comissão do Instituto analisa cada pedido. No primeiro semestre deste ano, foram aproximadamente 100 solicitações. Em 2017, a empresa doou mais de 900 kg de tecidos.

Os principais destinos são os laboratórios dos cursos da área têxtil e moda da UEM, UTFPR e Facec. Os retalhos também vão para a Apae, para Centros de Educação Infantil e até para entidades de outras regiões do país.

Os resíduos que não são reaproveitados são recolhidos semanalmente por uma empresa especializada, responsável pela destinação correta.

“Temos nosso papel muito claro: transformar a nossa realidade para melhor. Por isso, as parcerias têm papel fundamental nas ações e as doações de resíduos são um ótimo exemplo. Quem os reutiliza aprende, cria novos materiais e até consegue geração de renda. Disseminar boas práticas é positivo para todos”, comenta o presidente do IMR.

OUTROS PROJETOS

Voltado às colaboradoras gestantes, o Projeto Bebê a Bordo acompanha as futuras mães da empresa durante toda a gravidez com entrevistas individuais, visitas domiciliares e um kit higiene que incentiva o aleitamento materno. Em 2017, 64 mulheres participaram do projeto.

O Projeto Gestão Financeira ensina estratégias de controle econômico e planejamento orçamentário familiar aos colaboradores interessados. No ano passado, 65 funcionários de Cianorte participaram da atividade.

Além dos projetos voltados, o Instituto também oferece atendimentos psicossociais, que auxiliam no desenvolvimento da autonomia, promoção e acesso a direitos dos colaboradores. Mais de 540 pessoas foram atendidas em 2017 e 370 receberam doações de benefícios.

A Unidade Móvel de Saúde do IMR leva atendimento odontológico a toda a região. No ano passado, 280 pessoas foram atendidas e 565 procedimentos realizados, entre restaurações, limpezas, extrações e aplicações de selante e flúor.

Além da Escola de Costura, promovida em parceria com a Rainha da Paz, o Instituto mantém o Projeto Voz do Batuque na unidade de Vidigal. Com o objetivo de promover a inclusão social por meio da musicalidade, o projeto atendeu 75 crianças e adolescentes somente em 2017.

O IMR também promove ações sociais e doações durante todo o ano e repassa alimentos, materiais e aporte financeiro a outras iniciativas locais. O Grupo ReComeçar, que oferece atendimento a mulheres que sofreram ou sofrem violência doméstica é uma delas.

RAÍZES CIANORTENSES

No ano em que Cianorte completa 65 anos, o Grupo Morena Rosa chega aos 25. Fundada em 1993, em uma pequena estrutura com quatro máquinas que confeccionavam moletons, a empresa foi crescendo e ampliando sua área de abrangência. Hoje são aproximadamente 1,3 mil funcionários espalhados nas unidades fabris e escritórios do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Mesmo com a produção comercializada em mais de 10 países diferentes, a empresa não abriu mão de suas origens e ainda mantém a sede administrativa e diversos setores de produção em Cianorte, com um total de 706 colaboradores.

“Nós temos muito orgulho de falar que somos de Cianorte e não teria como ser diferente. Foi a cidade que escolhemos viver, foi aqui onde tudo começou, onde vimos sonhos se tornarem realidade. É difícil separar a empresa de Cianorte e vice-versa, já são 25 de histórias juntos, levando o nome da cidade conosco. Sempre que abrimos uma nova loja, lançamos uma nova campanha, promovemos um evento no Brasil ou no exterior, as pessoas querem saber da nossa origem, onde estão nossas fábricas, quantas pessoas trabalham no local, muitos até nos pedem para vir conhecer a empresa e consequentemente a cidade. Queremos levar moda brasileira ao mundo, mas sem deixar de lado nossas raízes, nosso sentimento e nosso jeito de fazer moda com o coração”, afirma Lucas Franzato, presidente do Grupo Morena Rosa.