Educação

II Fórum ‘Remédio não Educa’ aprofunda discussões sobre o assunto

Evento pretende entender as do uso de medicamentos em crianças e buscar alternativas
["O professor da UEM, Fernando Wolff Mendon\u00e7a ministrou uma palestra com dados e discuss\u00f5es te\u00f3ricas sobre o assunto",""] (Foto: ARQUIVO PESSOAL)

No início da noite desta sexta-feira (8), representantes de entidades locais da área da saúde e da educação se reuniram para o segundo evento do Fórum Interinstitucional “Remédio não educa”. Pensando nas possíveis consequências do crescente aumento do número de crianças e adolescentes que utilizam medicamentos psicoafetivos, o pedagogo da Rainha da Paz, Gabriel Estevo Faria e o professor da UEM, Fernando Wolff Mendonça, que conduz o Projeto de Pesquisa ‘Retrato da Medicalização da Educação no Paraná’, organizaram o fórum para buscar alternativas para o assunto com os setores relacionados.

Segundo Faria, a questão é delicada e envolve médicos, psicólogos, pedagogos, professores, país e usuários, por isso é importante que seja amplamente estudada e discutida por todos. “A proposta deste segundo evento foi incrementar o primeiro e aprofundar nossas discussões, para que possamos pensar juntos em soluções ou alternativas relacionadas ao tema”, disse.

O grupo já está produzindo um levantamento de dados na rede municipal de educação e pretende apresenta-lo no próximo evento, ainda sem data definida.

De acordo com Mendonça, atualmente a maior preocupação é com o “descontrole dos encaminhamentos e das prescrições médicas, que ocorrem muitas vezes sem o devido suporte educacional e terapêutico à família”. Segundo ele, “não se trata de questionar o uso de tais medicamentos, mas sim de pensar nas consequências dessa grande quantidade de drogas nas relações sociais das crianças”.

O professor da UEM ministrou uma palestra aos presentes com dados e discussões teóricas sobre o assunto e depois abriu para relatos pessoais e outras contribuições. 

O fórum também pretende dar continuidade ao assunto por meio de um grupo de estudos local que possa pensar em resoluções dos problemas sociais das crianças e adolescentes, sem recorrer a medicamentos.

O fórum foi uma iniciativa da Associação Rainha da Paz, em parceria com o departamento de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), campus regional de Cianorte.