Cidades

IAP determina normas técnicas para empresas que provocam mau cheiro

Frigoríficos e abatedouros terão prazo para se adequar sob pena de paralisação das atividades
["O Escrit\u00f3rio Regional de Cianorte tem recebido diversas den\u00fancias sobre o mau cheiro na cidade","",""] (Foto: ARQUIVO TRIBUNA)

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está estudando como reduzir o mau cheiro em algumas cidades do estado. Em maio, um grupo de trabalho foi criado para encontrar alternativas e melhorar os critérios para o gerenciamento de resíduos gerados por empreendimentos de tratamento, reciclagem e destinação final de resíduos orgânicos de frigoríficos e abatedouros. Tais atividades podem ser um dos motivos das reclamações de mau cheiro registradas nas regionais de Toledo, Cascavel, Cianorte e Ponta Grossa.

A diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição do IAP e coordenadora do grupo, Ivonete Chaves, explica que o motivo do mau cheiro pode estar relacionado às práticas de gerenciamento dos resíduos. “Primeiramente, estamos trabalhando a nível de sede para verificar os critérios técnicos que devem ser seguidos pelas empresas. Depois, vamos discuti-los com representantes de cada regional e elaborar uma minuta com essas determinações. A partir daí, as empresas terão um prazo para se adequar, sob pena de paralisação das atividades.”

Segundo Ivonete, o armazenamento dos resíduos até o tratamento pode provocar odores, por isso a necessidade dos critérios técnicos. “Se os resíduos ficam parados, por exemplo, podem causar mau cheiro. Com a publicação da minuta, as empresas terão um modelo para seguir, de forma que os odores sejam, ao menos, reduzidos”, afirma.

O grupo, composto por oito servidores da instituição, incluindo o diretor-presidente, Paulino Mexia, tem 30 dias para encerrar as discussões e publicar uma portaria com os resultados e os critérios definidos. O prazo de adequação das empresas será definido a partir daí.

Em Cianorte, o mau cheiro tem incomodado ainda mais a população há alguns meses. Em março, os vereadores Adailson Carlos Ignácio da Costa (Dadá) e Santina Buzo se reuniram com o chefe do Escritório Regional do IAP, Antonio Carlos Cavalheiro Moreto, para apresentar a demanda.

Moreto afirmou que o instituto iria monitorar e fiscalizar o problema. O Ministério Público também foi acionado para investigar a situação. “As causas podem ser diversas, desde uma inversão térmica até um problema com algum equipamento. Caso haja irregularidade em alguma empresa, vamos notificá-la com uma advertência e, se o problema persistir, serão aplicadas algumas sanções”, disse.