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Hércio Correa diz que meta é crescer

Presidente eleito da Acic assume entidade com o objetivo de elevar número de associados de 900 para 1,2 mil lojistas
“Acho que cada empresário precisa estar de olho no seu balcão e estar atento ao atendimento que está sendo dispensado ao eu cliente” (Foto: MARCO MARTINS / TRIBUNA )

O novo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (Acic), Hércio Correia de Oliveira assume nesta sexta-feira, 5, o cargo para o biênio 2018/2020 com o objetivo de aumentar o número de associados da entidade e ampliar a representatividade de uma das mais importantes instituições da cidade. Experiente e muito bem avaliado pelo empresariado local – sua escolha para o cargo foi unânime -, o empresário quer fortalecer a Acic e promover ações que ofereçam informação e conhecimento para o empresariado local.

Chancelado por ser uma das mais expressivas lideranças do setor na cidade e associado à Acic desde 1977, o ex-gerente de banco e hoje dono das Ótica Ademar revela em entrevista exclusiva à Tribuna de Cianorte, que pretende estreitar ainda mais parcerias com outras entidades e instituições na busca do fortalecimento da classe que representa. Hércio Correia também destaca o apoio que a Acic oferece aos microempreendedores, comenta sobre a crise econômica e avalia que o empresariado local tem conseguido – com muito esforço - passar pelo momento de instabilidade que vive o país.

Tribuna de Cianorte - O senhor sabe o tamanho do desafio que assume a partir de agora, representando quase mil empresários de Cianorte?

Hércio Correia – Sim. Tenho consciência disso. E é com essa consciência que nós aceitamos o cargo, sabendo do grande desafio que me espera e do enorme trabalho que tenho pela frente. Uma vez o desafio aceito, sei que terei que me doar e dar a minha contribuição a essa entidade e aos empresários. Mas estou pronto.

 

TV- Qual é o maior desafio que o senhor vai enfrentar no cargo?

HC -  O desafio é manter a associação crescendo. A Acic goza hoje de muita credibilidade na Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná). Além disso, somos uma das maiores entidades do gênero no Paraná. Manter esse status e essa credibilidade talvez, senão o maior, é um dos maiores desafios que vou enfrentar.

 

TV – Em um momento de crise econômica, a Acic está preparada para ajudar seus associados?

HC – Crise sempre existiu e todas elas são superadas. Isso é um processo natural da economia. A crise pela qual passamos é gerada pela instabilidade política do País. Tenho certeza que assim que se definir como serão formadas as assembleias, Câmara Federal e Senado, a gente vai ter ideia como será a administração macroeconômica do Brasil. É isso que vai trazer estabilidade econômica. Mas cabe à Acic levar informações, oferecer treinamento, conhecimento – através de palestras e cursos - para que o empresário tenha menos dificuldade para enfrentar a crise. Cabe também a cada empresário detectar os problemas dentro do seu negócio e corrigi-los.

 

TV – A edição de sábado (dia 30 de junho) da Tribuna de Cianorte mostra que entre janeiro e maio de 2018 225 negócios fecharam as suas portas. Como o senhor avalia esses números?  

HC - Esse é um processo que não começou agora e que também não é inédito. Nos anos 1980 vivemos uma crise parecida com dezenas de empresas fechando suas portas em Cianorte. Muitas vezes, essas empresas que fecharam suas portas estão em ramos mais suscetíveis à crise. A abertura da nossa economia a outros mercados, principalmente à China, fez com que o produto nacional fosse desprestigiado ao produto de fora com relação aos seus preços, porque é uma mercadoria que entra sem tributação e produzida a custos muito baixos, principalmente mão-de-obra na sua origem. Mas a gente sempre chama a atenção das pessoas para que deixem bem claro que os nossos produtos têm o diferencial da qualidade e a garantia. Além disso, o bom atendimento, também é um diferencial para enfrentar a crise. 

 

TV- O senhor falou que o diferencial nas empresas deve ser a qualidade dos produtos e o bom atendimento, uma das queixas do consumidor ao comércio. Esse problema está intimamente ligado à qualificação de mão de obra. É difícil treinar bons profissionais para o comércio local?

HC - O cliente sempre deve sair da loja, da empresa ou qualquer comércio satisfeito com o atendimento que recebeu. Não há quem não goste de ser bem atendido. Acho que cada empresário precisa estar de olho no seu balcão e estar atento ao atendimento que está sendo dispensado ao eu cliente. O treinamento é importante, mas às vezes esse treinamento deve ser feito pelo próprio patrão. 

 

TV- A principal queixa dos associados ou do comércio em geral diz respeito às campanhas da Acic, principalmente a de final de ano. Segundo associados ouvidos pela Tribuna de Cianorte, essas campanhas são muito tímidas e muitos se queixam da falta de investimentos em decorações e atrações. O senhor concorda com essas críticas?

HC -  Sempre que a gente faz ou vai fazer uma campanha, antes, a Acic prepara uma pesquisa ouvindo o associado para saber qual é o desejo da maioria. Principalmente a campanha de Natal, que é feita via Faciap, que é uma estratégia rateada pelos lojistas. Então a gente sempre ouve o associado para colocar uma campanha na rua. O que a maioria decidir é a estratégia que será adotada e normalmente os empresários escolhem uma campanha que seja mais barata. Já o cliente está interessado nos cupons para ganhar prêmios. Mas a regra é ouvir os associados e atender o que a maioria decide ser mais interessante. Por outro lado, estamos sempre abertos a ouvir outras ideias e sugestões.

 

TV – A Acic conta atualmente com pouco mais de 900 associados. Tem espaço para crescer ainda mais?

HC – Tem sim. Temos espaço e queremos crescer. Uma das minhas metas é conseguir chegar nos próximos dois anos aos 1,2 mil associados.

 

TV – Qual a estratégia para chegar a esse número?

HC – Acompanhar a abertura de novas empresas. Incentivar aquele que não é associado a vir somar com a gente mostrando os benefícios que a gente oferece, como os convênios. Por exemplo, temos um convênio com plano de saúde que oferece desconto de até 25% para empresas associadas à Acic, o que garante segurança, tranquilidade e permite que o empresário ofereça benefícios também aos seus funcionários. Os serviços que a Acic oferece hoje são muitos bons. Vale a pena ser associado à Acic.