Polícia

Grupo criminoso que revendia material cirúrgico usado atuava também em Cianorte

Operação ‘Autoclave’ prendeu cinco pessoas suspeitas de reaproveitar e revender materiais de uso único
PCPR desmantela grupo criminoso envolvido com reutilização e venda clandestina de material cirúrgico (Foto: PCPR)

Uma operação da Polícia Civil do Paraná desencadeada nos municípios de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi na manhã de hoje, 24, resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha que revendia material cirúrgico usado em procedimentos urológicos. A associação criminosa revendia os produtos de forma clandestina para médicos de diversos municípios do Estado, incluindo Cianorte.

Durante a operação batizada como “Autoclave”, foram cumpridos 12 mandados judiciais: três de prisão preventiva, dois de prisão temporária e sete de busca e apreensão. Os cinco homens presos na ação, com idades entre 26 e 51 anos, foram indiciados por adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais, indução de consumidor a erro, falsidade ideológica e associação criminosa. Se condenados, podem pegar de 17 a 28 anos de reclusão.

As investigações tiveram início em março deste ano, após uma denúncia na cidade de Ponta Grossa. Os principais alvos da operação são ex-funcionários de empresas que fornecem equipamentos e materiais cirúrgicos para médicos do Paraná. Além disso, um empregado de uma empresa de esterilização também foi preso temporariamente durante a operação.

De acordo com a PCPR, o grupo se apossava de materiais cirúrgicos que deveriam ir para o descarte após serem utilizados em procedimentos cirúrgicos, os mandavam para esterilização e, na sequência, negociava o material diretamente com médicos por um valor abaixo do mercado. Tudo isso sem o conhecimento da empresa na qual prestavam serviço.

No curso das diligências, a PCPR identificou atuação dos suspeitos em diversos municípios do Estado, como Campo Mourão e Cianorte, e também Pato Branco e Francisco Beltrão, na região Sudoeste.

As investigações devem continuar, com o intuito de apurar o possível envolvimento de médicos com o esquema criminoso. (Com informações da PCPR)