Saúde

Governo recua e garante ao MP inclusão de CAPS I no orçamento

 

“Creio que Cianorte, doravante, será um município exemplo no estado do Paraná no que diz respeito aos direitos da criança e do adolescente”, afirmou a promotora Elaine Lima, em relação à reunião realizada na manhã dessa segunda (07), com o Executivo de Cianorte. A reunião ocorreu em virtude de, como noticiado pela Tribuna de Cianorte, o Executivo não ter previsto na Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 recursos para a construção do Centro de Apoio Psicossocial Infantil (CAPS I). O compromisso fora efetivado com a representante do Ministério Público no último dia 16 de Agosto. Na semana passada Elaine Lima ressaltou que se essa negativa não fosse revertida seria ajuizada uma Ação Civil Pública contra o Município.

Agora o Executivo terá que transferir verbas de outras áreas já contempladas, em virtude de o CAPS I ter sido ignorado na LDO.  

De acordo com Elaine Lima, com a implementação da Lei Nº 4.142/13, cria-se a Divisão dos Direitos da Criança e do Adolescente e o cargo de Provimento em Comissão de Chefe da Divisão dos Direitos da Criança e do Adolescente. Um avanço para o município, caso realmente seja implantada.

Esquecidos


A Tribuna de Cianorte tem relatado em inúmeras reportagens o drama de pacientes e familiares que necessitam de acompanhamento contínuo, no que diz à saúde mental, em Cianorte.  A professora Ana Floripes é uma das profissionais que acompanha de perto os inúmeros casos de crianças e adolescentes, que sem tratamento, surtam constantemente. Casos graves, em que a vítima e os que estão no entorno sofrem e são colocados em risco de morte. “Quando eu não estou bem eu tenho vontade de matar”, chegou a afirmar um adolescente.

O caso de Deivid, 27 anos, o rapaz que passava fome na Rua Timbiras, noticiado pela Tribuna de Cianorte no mês de junho, causou comoção entre os internautas. Sem um local adequado para ser cuidado, só recebeu atenção após a reportagem, sendo transferido no dia seguinte para Cruzeiro do Oeste.

“Nossas crianças estão sendo drogadas e anestesiadas. Com seis anos uma criança já dá as pistas dos transtornos mentais. Estamos apagando fogo e se essa criança não morrer ela vai surtar”, alertou Elaine Lima, em reunião em 22 de agosto, a respeito do tema.