Economia

Gás de cozinha pode chegar a R$ 80 em Cianorte

Aumento médio de R$ 5 no preço final é impulsionado pelo reajuste de 8,5% nas refinarias
Cianortenses vão sentir no bolso mais um reajuste da Petrobras (Foto: ARQUIVO TRIBUNA)

A Petrobras anunciou, nesta segunda (5), um reajuste de 8,5% no preço do gás de cozinha comercializado em botijões de 13 kg, usados em residências. Com a alta, o preço médio do botijão vendido passa a ser R$ 25,07, valendo desde ontem (6). O preço às distribuidoras estava congelado em R$ 23,10 desde julho.

Segundo a estatal, o aumento ocorre principalmente devido a desvalorização do real frente ao dólar e a elevações nas cotações internacionais do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O novo preço reflete uma média nacional, sem tributos, nas refinarias da companhia, ou seja, pode ou não ser repassado ao consumidor final.

De acordo com a presidente do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegás) de Maringá, Sandra Ruiz, os revendedores receberam o aumento ontem e ainda estão avaliando quanto precisará ser repassado aos consumidores, mas é provável que o valor chegue a R$ 5.

O valor do botijão vendido às distribuidoras não é o único determinante do preço final; impostos e outros custos também são incorporados ao preço de venda. Em Cianorte, onde o botijão de 13 kg é comercializado a R$ 75 na maioria das distribuidoras, o preço pode chegar a salgados R$ 80 ainda hoje.

O preço do botijão passou a sofrer reajustes trimestrais em janeiro deste ano. Desde então, sofreu um aumento acumulado de 2,8%. O reajuste não se aplica aos botijões industriais, cujo valor é 52,4% mais alto do que o gás vendido a residências. Desde 2012, a Petrobras adota políticas de preços diferentes para os dois destinos do gás. A referência para os preços continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%. (Com informações G1 e Folha de S. Paulo)