Transporte

Fundo que garante duplicação será repassado neste mês

Desde que anunciou a concessão, por meio de uma PPP (Participação Pública Privada), para duplicação dos mais de 200 quilômetros da rodovia PR-323 - de Paiçandu a Francisco Alves, o Estado tem realizado uma série de prerrogativas burocráticas para assegurar que a obra comece no cronograma exato. Segundo o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) o prazo inicial dos trabalhos é janeiro de 2015.

Com o prazo chegando ao fim, o Estado corre contra o tempo para entregar em novembro o fundo garantidor da obra - estimado em R$ 100 milhões com recursos estaduais - utilizado como um seguro orçamentário repassado ao Consórcio Nova PR-323 - grupo de construtoras que efetuará a duplicação do trecho.

Conforme as informações repassadas pela Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística, a obra só pode ser iniciada assim que o fundo for disponibilizado às empresas responsáveis.

E, para garantir que a obra começa no tempo certo, o governo tem utilizado de ações das estatais, como Copel e Sanepar, além de bens públicos e capital oriundo de arrecadações tributárias, para contabilizar o valor contratual do fundo.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da secretaria descreve que “... o Estado está cumprindo todas as exigências legais para se efetivar o contrato, e após a efetivação será iniciado os trabalhos e os projetos de engenharia [ainda] no último bimestre deste ano”.

De acordo com a nota, por questões burocráticas, houve atrasos no cumprimento do fundo garantidor, que só pode ser votado e aprovado no último mês pela Assembleia Legislativa do Paraná.

Novo prazo

O Consórcio Nova PR-323 anunciou no último mês que pretender reduzir, de oito para quatro anos, o prazo de conclusão de toda a obra. A justificativa seria para que a arrecadação com pedágios pudesse começar mais cedo, uma vez que, dentro do contrato, o Estado garantiu que as praças só possam ser implantadas a cada 50 quilômetros duplicados.

Ao todo, segundo a estimativa da Secretaria de Infraestrutura e Logística, é de que a obra possa gerar mais de mil empregos diretos e indiretos. O nome da empresa responsável pela manutenção e administração do trecho também já foi previamente definido como ‘Rota da Fronteira’.

A proposta para a duplicação da PR-323 está orçada em R$ 7,7 bilhões e envolve a construção de 19 viadutos, 22 trincheiras, 13 passarelas e nove pontes, além de marginais e ciclovias nas áreas urbanas de trincheiras, e a operação e manutenção da via ao longo de 30 anos. O fluxo diário na PR-323 oscila entre 31 mil veículos na saída de Maringá e 4 mil nos trajetos menos usados.

 

Weslle Montanher

Mais de 31 mil veículos trafegam pela rodovia diariamente