Fórum ‘Remédio não Educa’ organiza terceiro encontro

O pedagogo percebeu aumento da medicalização nas crianças atendidas pela Rainha da Paz (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Depois de dois eventos realizados no ano passado, o Fórum Interinstitucional “Remédio não educa” pretende trazer novos pontos de vista à discussão com profissionais de diferentes áreas. Na sexta-feira (16), um novo encontro está marcado para as 18 horas, no salão de eventos Papa Francisco da Associação Rainha da Paz.

De acordo com o pedagogo da Rainha da Paz, Gabriel Estevo Faria, a participação de outras instâncias da sociedade tem aumentado a cada evento, o que é extremamente importante para enriquecer as discussões sobre a medicalização. “Nossa ideia não é demonizar o remédio, mas sim descobrir alternativas e buscar respostas para o assunto. Por isso a ampliação do fórum a profissionais da assistência social, do conselho tutelar, da pedagogia e da saúde, como os que atuam no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é fundamental”, explicou.

HISTÓRICO

O pedagogo Faria e o professor da UEM, Fernando Wolff Mendonça, que conduz o Projeto de Pesquisa ‘Retrato da Medicalização da Educação no Paraná’, organizaram o fórum para discutir as possíveis consequências do crescente aumento do número de crianças e adolescentes que utilizam medicamentos psicoafetivos.

Nos encontros do ano passado, os participantes trocaram experiências e pensaram em soluções ou alternativas para a medicalização. Segundo Faria, este ano o grupo pretende consolidar um levantamento de dados na rede municipal de educação para mapear a quantidade de crianças que utilizam medicamentos. O fórum também pretende dar continuidade ao assunto por meio de um grupo de estudos local.