Cidades

Fiscalização descarta adulteração, mas notifica quatro postos de combustíveis

Apenas um estabelecimento teve uma de suas bombas lacradas por irregularidade no equipamento
(Foto: Arquivo/Tribuna )

Quatro postos de combustíveis de Cianorte foram notificados durante uma operação coordenada pelo Ministério Público Estadual (MP-PR) e que teve apoio da Superintendência de Fiscalização do Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (SFI/ANP), Receita Estadual, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Polícia Militar, Polícia Civil (Divisão de Combate à Corrupção - DCCO) e Procon de Cianorte. A fiscalização foi desencadeada entre os dias 25 e 28 de junho, mas só agora o MP divulgou o resultado da operação.

Entre as irregularidades encontradas pela força-tarefa, a mais grave foi identificada no Posto Delta onde a vazão de uma das bombas de óleo diesel comum não estava de acordo com a legislação. Foram realizadas três conferências e em todas elas foram constatadas as irregularidade. Diante da situação, os fiscais lacraram a bomba, bem como sinalizaram com faixas de interdição todo equipamento, inclusive os tanques de armazenamento com produtos fora das especificações. No mesmo estabelecimento, a fiscalização encontrou divergência na documentação do posto.

A fiscalização também encontrou pequenas irregularidades em outros três postos. No Auto Posto Paraná, na avenida Maranhão, a força-tarefa notificou a direção do estabelecimento por não possuir adesivo contendo o CNPJ e endereço completo do posto revendedor. Já no Auto Posto Amigão, na Avenida América, os fiscais encontraram o quadro de avisos com o número do telefone da ANP desatualizado.

Já no Auto Posto JL, também na Avenida América, a força tarefa liderada pela 2ª Promotoria de Justiça de Cianorte detectou nas bombas de abastecimento de óleo diesel B, a ausência de adesivo com informações sobre a existência e comercialização de óleo diesel de baixo teor de enxofre, além de divergência na ficha cadastral de combustível, e alteração no número de tanques, bicos e combustíveis comercializado.

Em todos os casos, os postos foram notificados e estipulados prazos para atender as exigências da legislação.

Durante a operação, foram fiscalizados 11 postos de combustíveis em Cianorte. Apesar do rigor da fiscalização, Ministério Público e ANP não encontraram em nenhum dos postos fiscalizados indícios de adulteração de combustível. De acordo com a ANP, em todos os estabelecimentos foram promovidos testes de parâmetros de qualidade, mas todos apresentaram resultados considerados satisfatórios.

OUTRO LADO

Procurados pela reportagem da TRIBUNA DE CIANORTE a direção dos quatro estabelecimentos onde foram encontradas irregularidades justificaram as falhas.

A proprietária do Auto Posto Paraná, Sônia Maria Caminati informou que assim que foi notificado providenciou a instalação do adesivo contendo o CNPJ e endereço completo do posto revendedor.

O dono do Auto Posto Amigão, César Jacomeli, disse que determinou a colocação de uma nova placa com o número atualizado da ANP. O empresário disse que a medida custou R$ 32. Ele reconheceu a falha, mas disse que não sabia que o número estava errado. Ele criticou o rigor da fiscalização, e o aparato da força-tarefa, inclusive com a presença de viaturas da polícia. “Parece que somos bandidos. Colocam a gente numa mesma caixa onde tem gente que comete crime. Meu estabelecimento estava apenas com um número de telefone desatualizado”, justificou o empresário.

A proprietária do Auto Posto JL, Sirlene Muchelim Calegarine, disse que mesmo a ANP dando cinco dias para o estabelecimento fazer as mudanças determinadas, as alterações foram feitas em apenas um dia. Segundo ela, foi a primeira vez em décadas de funcionamento que o posto foi notificado pela ANP.

Já o Posto Delta informou, através do supervisor Jeferson Fernandes que atendeu todas as exigências feitas pela ANP e pelo Ministério Público antes do fim do prazo determinado para as alterações. “Tudo já foi resolvido. Estamos trabalhando dentro do que determina a legislação”, garantiu.