Polícia

Equipe Canil de Cianorte já localizou mais de 30 kg de drogas este ano

Os cães são preparados para encontrar substância ilícitas, armas e até pessoas
Taz é um dos cães que se destaca nas apreensões de drogas da equipe Canil de Cianorte (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Cianorte conta com três integrantes pouco conhecidos: os cães Taz, Thor e Betânia, que integram a equipe Canil e já localizaram cerca de 34 kg de diversas substâncias e 30 armas somente no primeiro semestre deste ano. Os machos, da raça Pastor Belga Malinois, são treinados para busca de entorpecentes e armas e proteção de patrulha e a fêmea, da raça Bloodhound, realiza busca de pessoas.

No último domingo, a equipe efetuou a maior apreensão de drogas do ano. Acionado pelo Batalhão de Polícia Rodoviária de Cianorte, o cão Taz, conduzido pelo soldado Strozake, apontou o painel de um veículo abordado como local suspeito de armazenar droga, onde foram encontrados 25 tabletes de cocaína, avaliados em até um milhão de reais.

O cão também se destacou no IV Campeonato de Cães de Faro de Entorpecentes, realizado em Guarapuava, em agosto deste ano. Taz e o soldado Strozake conquistaram o primeiro lugar Geral, entre 43 cães inscritos, e os segundos lugares nas categorias Casa e Carro.

Em Cianorte, a equipe Canil atua há cinco anos no apoio às equipes Rádio Patrulha e Rotam e também nas operações bate-grade. De acordo com o soldado Strozake, os cães treinados aqui já atuaram em buscas de desaparecidos e cumprimentos de mandados de prisão em outras cidades da região.

ROTINA

Os cães que fazem parte do trabalho policial vêm de uma linhagem que já atua no ramo. De acordo com o soldado Anizelli, que também faz parte da equipe, 80% dos cães selecionados conseguem realizar o trabalho e dar o retorno esperado. Segundo ele, todas as vezes que a equipe local é acionada a atuação dos cães é determinante. “A eficiência dos nossos cães é satisfatória devido aos treinamentos diários que realizamos”, afirma.

Os cães começam a ser treinados logo depois do desmame até os dois anos de idade, quando são considerados pronto para atuar em operações. Geralmente, os cachorros trabalham até completarem oito anos de idade, se não ocorrer nenhum problema clínico, podendo ficar na corporação até os 10 anos. Depois disso, vão para adoção.

De acordo com os soldados Anizelli e Strozake, os treinamentos se baseiam em associação, repetição e recompensa. “Nós fazemos treinos diários, de acordo com a nossa escala, de busca de pessoa e faro de entorpecentes, com o auxílio de uma placa e de outros equipamentos. Localizando a droga, o animal é recompensado com um brinquedo que convive desde pequeno e também recebe carinho, água e comida”, explicam.

Os agentes também procuram construir uma relação de confiabilidade com os animais desde cedo. “Ao longo do tempo um tem que entender o outro, isso é o mais importante”, afirma Anizelli.