Educação

Entrega das obras nas quadras das escolas está com 53 dias de atraso

Aditivo pedido pela construtora no final de março foi negado e empresa deve pagar multa
["Na quadra do Col\u00e9gio Jos\u00e9 Guimar\u00e3es ainda falta instala\u00e7\u00e3o esportiva, pintura, ajustes nos corrim\u00e3os de acesso e limpeza do terreno."] (Foto: Jaqueline Andriolli / Tribuna de Cianorte)

A entrega das obras nas quadras cobertas do Colégio Estadual José Guimarães e da Escola Estadual Princesa Izabel estão com 53 dias de atraso. A construtora V. Martins pediu um aditivo no fim de março, quando as obras deveriam ser entregues, mas o aumento de prazo foi negado.

Em fevereiro deste ano, a construtora retomou as obras nas duas quadras e pediu um aditivo de 30 dias. Na época, a V. Martins garantiu que as duas quadras estariam concluídas até o dia 29 de março. De acordo com o chefe do Núcleo Regional da Educação (NRE) de Cianorte, Emerson Matos, a empresa segue na finalização das obras, mas ela deve pagar multa por descumprimento de contrato e por cada dia de atraso.

Inicialmente, os serviços deveriam ser concluídos até o final de agosto de 2018, mas sofreram atrasos decorrentes da greve dos caminhoneiros, de períodos chuvosos, encaixes e adequações de cronograma e fornecimento de materiais por empresas terceirizadas.

“A construtora está com uma equipe trabalhando nas duas quadras e estão no processo de finalização das obras. A do José Guimarães está um pouco adiantada que a quadra do Princesa Isabel. Acredito que na primeira quinzena de junho essas quadras sejam entregues”, afirma o chefe.

Para o diretor do Colégio Estadual José Guimarães, Cássio José Zoz, a finalização das quadras pode demorar mais. “A empresa pode até entregar as obras até junho, mas as condições do serviço ainda estão precárias. Os corrimãos estão soltos, não tem instalação elétrica no equipamento de emergência, e o mato da quadra ainda está alto, São detalhes que precisam ser ajustados”, explica.

Existe também uma vistoria feita pelo Corpo de Bombeiros. “Acredito que a entrega se prolongue ainda mais porque é feita toda uma vistoria pela segurança dos alunos e do jeito que está o Colégio não consegue a liberação para o uso”, diz o diretor Zoz. Além disso, também falta a instalação dos gols e as pinturas.