Cidades

Empresa apresenta projeto de linha de transmissão que vai passar por Cianorte

Ligação vai levar energia do sistema interligado de Itaipu até as regiões de Guaíra, Sarandi, Londrina e Paranavaí
A engenheira florestal Lella apresentou o Estudo de Impacto Ambiental (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A partir do ano que vem, a região de Cianorte vai receber uma obra bilionária. A construção de uma linha de transmissão de energia que liga Foz do Iguaçu a Guaíra e outras regiões do estado. O empreendimento também prevê ampliação de subestações e construção de torres de energia em todo o trajeto da linha, que passará por Cianorte, Jussara, Terra Boa, Tapejara e Tuneiras do Oeste.

Representantes das empresas de engenharia, consultoria ambiental e regularização fundiária estiveram em Cianorte na tarde desta quarta-feira (31) para apresentar o projeto a gestores e servidores municipais. A reunião foi acompanhada pelos secretários do Meio Ambiente, Guilherme Comar Schulz; do Desenvolvimento Urbano, Nelson Magron Junior; e de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo, Wanderley Fernandes; além dos vereadores Victor Hugo Davanço e Santina Buzo.

A engenheira florestal Lella Regina Curt Bettega apresentou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que mede fatores ambientais e socioeconômicos dos municípios envolvidos. Questionada pelo secretário de Meio Ambiente, a engenheira esclareceu que a linha será instalada a 10 km da cidade e não passará por nenhuma unidade de conservação local, como a Reserva das Perobas e o Cinturão Verde.

Em Cianorte, a linha de transmissão terá 21,72 km e passará por 66 propriedades rurais, como explicou o engenheiro Alexandre Rigueira. Segundo ele, “a linha funciona como uma rodovia, que leva energia aos locais necessários. Com a obra, a disponibilidade de energia será maior e poderá suprir problemas de abastecimento”. A distribuição ficará a cargo da companhia responsável no Paraná, a Copel.

O advogado Thúlio Raphael Hubner, explicou como a empresa vai negociar com donos de terras que serão transpostas pela linha. “Os proprietários não vão perder parte de suas terras, apenas terão restrições de construção e plantio de algumas culturas nos locais em que estão previstas instalações de torres de energia. Para isso, receberão indenizações de acordo com a avaliação realizada pela empresa”. O valor vai depender do impacto causado, da cultura atingida e da quantidade de terra que será restringida, segundo ele.

O valor total da obra é de R$ 1,9 bilhão e o prazo estimado para conclusão é de 60 meses, contados desde 2017, quando o contrato foi assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na região, a previsão é que as obras comecem no ano que vem, depois das licenças necessárias do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O empreendimento é da ERB-1 Elétricas Reunidas do Brasil S. A, que reúne a Construtora de Sistemas de Transmissão Ltda (Cositrans), a consultoria ambiental LCB, a Marte Engenharia e a Avalicon – Soluções em Engenharia de Avaliação, Topografia e Regularização Fundiária.